PERNAMBUCO PETROLEUM BUSINESS 2011

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) está promovendo de 18 a 20 de outubro de 2011, no Enotel Resort & Spa Porto de Galinhas – Pernambuco, Brasil – o evento Pernambuco Petroleum Business 2011.O Pernambuco Petroleum Business reunirá autoridades brasileiras e estrangeiras dos segmentos de petróleo, gás, offshore e naval, de modo a proporcionar as melhores oportunidades de negócios do setor. Rodada de negócios, bem como palestras da política industrial brasileira, política de desenvolvimento de recursos humanos, incentivos fiscais, sustentabilidade, políticas de desenvolvimento setorial, e programas de incentivo à cadeia de fornecimento da indústria de petróleo fazem parte da programação; além de apresentações técnicas nas áreas de logística, tecnologias de fabricação de equipamentos para a indústria offshore, fundição, forjaria, caldeiraria e navipeças.
• US$ 25 bilhões de investimentos em 14 mil hectares.
• Porto de Suape: “Melhor porto público brasileiro”.
• R$ 1,1 bilhão em obras de infraestrutura no período de 2007 a 2010.
• 67 novas empresas captadas nos últimos cinco anos.
• Hub mundial & Zona de Processamento de Exportação.
• Refinaria, petroquímica, siderúrgica e estaleiros.
. BNDES apoia com R$ 4 bilhões cadeia do setor de petróleo & gás.
. Petrobras planeja investir US$ 225 bilhões na indústria de petróleo e gás de 2011-2015,maior plano de investimento da indústria que cresceu 84% nos últimos 4 anos.
. Mesa redonda com embaixadores.
. Palestras: BNDES, Petrobras, Gerdau, Suape Global e Roterdã.
. Palestras: Caldeiraria, Forjaria, Fundição e Equipamentos.
. Rodada de negócios: RNEST, Petroquímica, EAS, Promar, e Petrobras.
. Incentivos fiscais e capacitação profissional.

Inovações refinadas

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“Fábrica de diesel” Refinaria Abreu e Lima abastecerá consumo da região Nordeste

A Petrobras assinou no mês passado o contrato de construção das unidades de abatimento de emissões atmosféricas que farão o tratamento das emissões da Refinaria Abreu e Lima. “Teremos uma unidade inovadora no sistema Petrobras, que transforma NOx em hidrogênio e SOx em ácido sulfúrico”, explica o presidente da Rnest, Marcelino Guedes.

Marcelino: processo simples, equipamentos parrudos

As unidades como todo na refinaria, são inovadoras – e tudo é igualmente superlativo. A começar pelo duto de 46 polegadas de diâmetro que trará o petróleo do porto de Suape até os tanques de armazenamento. As duas unidades responsáveis pelo tratamento dos gases de combustão das caldeiras e das correntes residuais têm capacidade maior do que as similares existentes no mundo, processando 15.624.000 Nm3/dia cada uma.

Todos os dias 3.867 veículos atravessam a portaria. 23 mil funcionários se ocupam em fazer sua parte para colocar de pé a refinaria. Quando o primeiro óleo começar a correr pelas tubuklações, daqui um ano e meio, a Rnest será a sexta maior refinaria de petróleo do país, com capacidade para processar 230 mil barris por dia.

Igualmente superlativo é o desembolso para erguer o empreendimento: R$ 26 bilhões. Seriam R$ 32 bilhões se a Petrobras não renegociasse com os fornecedores da tubovia e das unidades de destilação coque e hidrorrefino – alguns pacotes chageram a ser licitados quatro vezesaté chegar a um preço compatível com a expectativa da companhia.

Outro desafio, ainda maior, foi vencer o período de chuvas. A Petrobras montou gigantescas coberturas no canteiro para evitara paralisação das obras – com essa técnica, a montagem dos equipamentos não é interrompida nos dias chuvosos. “Ainda em 2012 queremos óleo correndo nas tubulações”, diz o diretor da Área de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Fábrica de Diesel

Paulo Roberto: óleo correndo nas tubulações ainda em 2012

A refinaria é a primeira projetada para transformar o petróleo pesado do campo de Marlim. Dentro da Petrobras é chamada de “fábrica de Diesel”, por ter um volume muito acima da média registrada nas outras refinarias da Petrobras – 70% do petróleo será transformado em diesel S10. Pelo projeto, o resíduo atmosférico – RAT que sai dos trens de destilação – cerca de 60% da carga – segue para a unidade de coqueamento retardado, onde é transformado em diesel, coque, gasóleo, GLP e nafta petroquímica. Na última etapa, esses derivados são submetidos ao hidrotratamento – onde o diesel é especificado com 10 ppm de enxofre. “Essa refinaria tem um processo muito simples, mas equipamentos parrudos”, observa Marcelino.

A Rnest também é a primeira refinaria construída pela Petrobras após um jejum de três décadas. Hoje 35% da obra já está concluída. Pernambuco foi escolhida para sediá-la não só por conta da excelente localização logística. O Nordeste, região que cresce acima das médias nacionais, só tem até hoje uma grande refinaria. E o Complexo Industrial e Portuário de Suape, a 60km da capital, oferece uma excelente localização logística. Outro destaque ´[e a infraestrutura portuária, que facilita a chegada de petroleiros e a distribuição dos derivados para o interior. 20% do diesel produzido ali não sairá do Estado – o restante atenderá aos demais Estados da região. “Os três empreendimentos de porte – um estaleiro com carteira de encomendas da Petrobras, uma refinaria e uma petroquímica – trarão um desenvolvimento fabuloso para esse Estado e para todo o país”, comenta Paulo Roberto Costa.

Flávio Costa / Rev. P&Q

País ganha nova usina de etanol

Querendo elevar sua participação na produção de etanol de 5% para 12% em três anos, a Petrobras, por meio da Petrobras Biocombustível, acaba de inaugurar uma nova usina de destilaria na unidade São José, localizada na cidade de Colina (SP). A parceria, que investiu R$ 30,8 milhões, com a francesa Tereos visa atender a crescente demanda do mercado nacional.

De acordo com as empresas, a unidade terá capacidade para produzir 500 mil litros de etanol por dia, o que corresponde a 110 milhões de litros por ano. Para a safra 2011/12, a estimativa de produção é de 44 milhões de litros do combustível.

Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, afirma que o início da produção na destilaria faz parte do movimento de retomada de investimentos no setor. “Estamos contribuindo para migrar de um ambiente de crise de oferta para um cenário de produção sustentável de etanol”, destacou.

Segundo o executivo, “esta destilaria faz parte do conjunto de investimentos da ordem de R$ 800 milhões aprovados para o estado de São Paulo através da Guarani”, que é o braço sucroalcooleiro da Tereos.

De acordo com o presidente da Tereos Internacional, Alexis Duval, “a unidade São José iniciou suas operações em 2003 processando 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Com nossos investimentos desde 2006, alcançou capacidade para processar quatro milhões de toneladas de cana.

Webtranspo

“Precisamos criar um modelo de desenvolvimento que tenha sustentabilidade”, Geraldo Júlio

À frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sdec), Geraldo Júlio também é o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, principal alavanca da economia pernambucana e que atrai grandes investimentos e empreendimentos estruturadores. Nesta entrevista de estreia da seção Em Foco, do PE Investimento, o secretário estadual avalia o bom momento da economia pernambucana.

PE INVESTIMENTO – O Estado vive uma oportunidade única em relação à dimensão dos aportes financeiros que chegam, alavancados sobretudo por Suape. Como o senhor avalia esse cenário e quais os caminhos tomados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico para direcionar esses investimentos de maneira a permitir um real desenvolvimento econômico de forma equilibrada entre os polos de desenvolvimento?

GERALDO JÚLIO – O Brasil está vivendo um momento de desenvolvimento muito especial e o Nordeste tem tido a oportunidade de crescer mais que o País. Pernambuco tem destaque nesse crescimento e vem liderando, dentro do Nordeste, em função da melhoria na prestação de serviços, na infraestrutura e a capacitação profissional com estratégia e foco em resultados, entendendo as cadeias produtivas que geram mais oportunidade em cada uma das regiões e aquelas que são estruturadoras para o avanço de todo o Estado.

PI – Estamos diante de uma perspectiva de o Estado receber mais de R$ 52 bilhões até 2020. Além dos grandes empreendimentos, o Estado ainda tem desafios a superar para consolidar, de fato, esses projetos. Temos demandas na qualificação de mão de obra, da educação e de mobilidade urbana, que também recebem investimentos, mas ainda representam um grande gargalo. Nesse quesito, o que tem sido feito para viabilizar tanto a consolidação dos empreendimentos quanto a solução de problemas que podem emperrar o pleno desenvolvimento dos projetos?

GJ – Os desafios para suportar o volume de investimentos que estão chegando em Pernambuco vêm sendo cumpridos diante de um plano de desenvolvimento que temos tanto para o Território Estratégico de Suape quanto para todo o Estado. O desafio da capacitação vem sendo enfrentado com o aumento das escolas de referência, com a construção de escolas técnicas e com a criação da Secretaria de Qualificação Profissional e Empreendedorismo. Na mobilidade urbana e na melhoria dos serviços de saúde, muito vem sendo realizado. Só no entorno de Suape, estamos com a Via Expressa em andamento, com a via de contorno da Refinaria, com a duplicação da PE-60, o acesso pela Praia do Paiva, que já foi concluído. Além das obras viárias, o sistema de transporte dentro do Complexo está sendo estudado por uma consultoria especializada para, em breve, começarmos a implantar um plano de transporte.

PI – Olhando a situação de agora e mais à frente, onde o Estado pretende estar daqui a 30 anos? Estamos preparados para as demandas que surgem?

GJ – Daqui a 30 anos, Pernambuco deve estar numa posição diferente daqueles estados que cresceram e tiveram a oportunidade de se desenvolver há uma, duas ou três décadas. Nós estamos vivendo um outro tempo, precisamos criar um modelo de desenvolvimento e é isso que vem sendo realizado. Esse modelo precisa ter sustentabilidade, processos produtivos modernos, com cadeias produtivas portadoras de futuro, além de muita inovação. E, principalmente, com tudo isso focado na melhoria da qualidade de vida das pessoas em todas as regiões.

PI – Já em relação a Suape, o que devemos esperar daquela região para daqui a 30 anos?

GJ – Daqui a 30 anos, Suape vai estar, sem dúvida nenhuma, entre os três principais polos de desenvolvimento do Brasil. Com um conjunto de terminais vocacionados para grãos, minérios, contêineres, açúcar e ainda com uma larga área portuária para crescer e um complexo industrial, tudo isso pensado visando à sustentabilidade. Suape tem 59% de sua área para preservação ambiental e, certamente, daqui a 30 anos irá se firmar como um complexo portuário industrial dos maiores do País, mas muito diferenciado e sendo referência pela sustentabilidade e pela eficiência de seu funcionamento.

PI – Suape também coloca o Estado diante de novas cadeias econômicas como os setores de naval, offshore, petróleo e gás. Como o senhor avalia o desafio de estarmos adentrando em áreas que não tínhamos experiência? O que está sendo feito para evitar possíveis erros e quais os acertos que já podemos apontar?

GJ – Receber novas cadeias produtivas, segmentos econômicos que nós não tínhamos aqui em Pernambuco é um grande desafio. Um desafio para a formação de mão de obra, por exemplo, e isso tem sido feito com muita força nesses últimos quatro anos. O desafio está, também, em criar essas cadeias produtivas e fazer com que as empresas pernambucanas entrem seja como fornecedoras desses grandes empreendimentos, seja para atrair empresas fornecedoras com interesse em colocar suas plantas industriais aqui. Temos a estratégia de Suape Global, que trabalha junto com a Academia, com os bancos federais instalados em Pernambuco e com as outras secretarias estaduais.

PI – Até agora, Suape recebeu mais de R$ 33 bilhões falando apenas dos investimentos privados, além de o Governo ter solicitado um financiamento de quase R$ 2 bilhões ao BNDES. E a região continua a atrair mais empreendimentos para o Estado, que também aproveita para atrair novas marcas para Pernambuco. Há alguma novidade em vista?

GJ – Depois da cadeia de petróleo, gás, offshore e naval; da cadeia de energias renováveis – onde Pernambuco hoje é um grande polo produtor de equipamentos para a energia eólica -, nós recebemos recentemente a planta da Fiat, lançando nosso polo automotivo, que certamente vai gerar muito desenvolvimento para o estado de Pernambuco. A gente tem atraído muitas empresas para firmar todas essas cadeias, consolidá-las. Nosso objetivo é fazer com que os fornecedores da cadeia do petróleo e gás, por exemplo, estejam com suas plantas industriais em Pernambuco e que os trabalhadores pernambucanos estejam preparados para essas cadeias. A atração de empreendimentos é contínua. Continuamos atraindo estaleiros, empresas ligadas ao setor de petróleo e gás. Vamos fazer uma força para atrair todos os fornecedores da cadeia automotiva. Queremos que eles instalem suas plantas aqui em Pernambuco. Tudo isso vai gerar pesquisa, desenvolvimento e oportunidades de emprego na base, na área técnica e nos setores mais especializados.

PI – E em relação à integração dos polos de desenvolvimento do Estado, como podemos avaliar essa integração? Além da Transnordestina, que outras medidas vão permitir uma integração maior entre os polos, garantindo um equilíbrio de oportunidades em cada região?

GJ – A interação gerada pela Transnordestina será muito grande. Nós estamos estudando as plataformas multimodais em várias regiões, no Agreste, no Sertão e também na Zona da Mata, para integrar essas cadeias. Uma outra ação importante para desconcentrar o desenvolvimento que está acontecendo aqui em Pernambuco é o Arco Metropolitano. Está em andamento um estudo de Parceria Público-Privada para o Arco Metropolitano, que foi autorizado pelo Governo no dia 07 de junho deste ano, e a nossa expectativa é que agora em novembro nós tenhamos esse projeto concluído para tentar iniciar as obras no ano de 2012.

Fonte: PE INVESTIMENTO

Estado deve receber mais de R$ 52 bilhões até 2020

Do litoral ao sertão, o Estado que também se prepara para sediar alguns jogos da Copa 2014 recebe aportes financeiros bilionários para a implantação de projetos estruturadores alavancados por Suape, no litoral sul do Estado, que atrai obras para todo o Estado, que deve receber R$ 52,7 bilhões em empreendimentos até 2020, de acordo com levantamento da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan).

Para o economista e sócio da Consultoria em Planejamento, Jorge Jatobá, há uma confluência de fatores que favorecem o Estado. “Pernambuco tem uma posição geoeconômica privilegiada, faz fronteira com cinco estados, tem um porto estratégico para rotas comerciais no Atlântico Sul, a infraestrutura intermodal de Suape. É um ambiente favorável aos negócios. Nos próximos dez anos, os investimentos variam entre R$ 60 e R$ 70 bilhões, valor próximo ao PIB do Estado em 2008.”

Só o Complexo Portuário e Industrial de Suape concentra investimentos privados que somam mais de R$ 30 bilhões para a instalação dos mais gigantescos empreendimentos: uma refinaria, três plantas industriais de uma petroquímica, um polo naval com um estaleiro em funcionamento e mais três em construção e um polo logístico. Somente a Refinaria Abreu e Lima, maior obra de Suape, deve receber cerca de R$ 23,4 bilhões.

O vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, comemora a quantidade de empresas que se instalam na região. “Suape parecia um sonho e hoje é algo concreto. São mais de dez grandes obras de infraestrutura em fase de implantação no complexo.”

A consolidação dos projetos estruturadores também ajuda a desenvolver novas centralidades urbanas na região, como a Reserva do Paiva, novo bairro planejado que está sendo construído pela Odebrecht Realizações (OR) em parceria com os Grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand e que também tem parceria com o grupo português Promovalor na terceira etapa já anunciada do empreendimento.

PEInvestimento
Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Petrobras Distribuidora investirá R$ 5,2 bi nos próximos cinco anos

A partir da estratégia de manter a liderança e aumentar sua participação no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis, reforçar o crescimento de suas vendas, ampliar sua capacidade logística e se tornar a marca preferida dos consumidores brasileiros, a Petrobras Distribuidora investirá R$ 5,2 bilhões no período de 2011 a 2015. Esse total é 24% maior do que o valor estimado pelo Plano de Negócios 2010-2014 devido à necessidade de ampliação da estrutura logística da subsidiária.

Do montante previsto, a área de Operações e Logísticas receberá 41% dos investimentos (R$ 2,216 bilhões), sendo seguida pelas áreas de Mercado Consumidor, com 20% (R$ 1, 062 bilhão) e Mercado automotivo, 19% (R$ 976 milhões). A Petrobras Distribuidora reservou à Liquigás – sua subsidiária para distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – R$ 715 milhões, 14% do total de seus investimentos. Já a área corporativa terá R$ 190 milhões (4%) e os 2% restantes estão voltados para aportes.

Principais projetos

No entender do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, a subsidiária está transpondo um novo patamar ao estabelecer investimentos que ultrapassam a cifra do bilhão. “A rigor, vamos investir cerca de 60% do capital empregado, o que é ao mesmo tempo uma proposta ousada e um compromisso estrito com o crescimento da empresa e também do país”, afirmou ele. Entre os resultados esperados com a aplicação do Plano está o crescimento de sua participação de mercado para além dos 40%.

Para atingir este objetivo, a Petrobras Distribuidora definiu uma lista de projetos, cujos maiores consumirão, juntos, R$ 4, 815 bilhões do valor previsto pelo PN 2011-2015. Nela se encontram a construção, ampliação e melhoria das unidades operacionais; a automação de terminais e bases; a manutenção e ampliação da rede de postos e investimentos no segmento de GLP e em grandes consumidores.

Também estão incluídos a modernização e ampliação da fábrica de lubrificantes; uma nova planta de lubrificantes na área do Comperj; obras, instalações e equipamentos em pools e aeroportos; o incremento do segmento de asfalto; a implantação de dutos de gás canalizado no Espírito Santo e a implantação da distribuição do diesel de baixo teor de enxofre S-50 e do componente ARLA 32.

O movimento previsto pela BR se situa no cenário de investimentos crescente registrado pelo mercado de distribuição, após uma queda verificada em 2009. No período 2011-2015, espera-se, por exemplo, que a demanda de combustíveis tenha um aumento da ordem de 5,1% a 5,7% ao ano. Para dar conta de tal expansão, a Petrobras Distribuidora oferecerá uma infraestrutura ainda mais integrada, confiável e sustentável.

Maiores desafios

Sendo assim, a área de logística passou a concentrar a maior fatia de seus investimentos. Os recursos destinados aos terminais e bases incluídos no PN 2011-2015 totalizam R$ 1,9 bilhão através das operações de adaptação, automação, construção e ampliação. Um aumento de 155,6% em relação ao plano anterior, que previa R$ 744 milhões. Serão construídas duas bases, uma em Cruzeiro do Sul, no Acre e Porto Nacional, em Tocantins, cujas obras serão concluídas no primeiro semestre de 2013.

Acompanhando o crescimento do mercado, a Petrobras Distribuidora também está incrementando seus investimentos em lubrificantes e tem como meta aumentar sua participação nesse segmento. Hoje, a BR é líder de mercado com 20% de market share e pretende crescer sua fatia para 28% nos próximos quatro anos. Para tanto, a companhia pretende ampliar e modernizar sua fábrica de lubrificantes instalada em Duque de Caxias.

Com isso, a capacidade de processamento passará dos atuais 27.000 m³/mês para até 42.000 m³/mês, um incremento de aproximadamente 70%. A fábrica também adotará os mais modernos padrões de automatização industrial existentes hoje e se tornará uma das dez maiores fábricas de lubrificantes do mundo. Além deste processo, o Plano de Negócios BR 2011-2015 prevê a construção de uma nova fábrica de lubrificantes na região do Comperj. A unidade terá uma capacidade máxima de processamento de aproximadamente 20.000 m³/mês e deverá entrar em operação em 2016.

O segmento de combustíveis limpos também guarda um desafio para BR, que pretende garantir a evolução de seu market share na venda de etanol hidratado, hoje estimado em 22,2%. Isto porque se trata de um mercado volátil, com sazonalidade forte, logística pulverizada – o Brasil hoje possui mais de 400 usinas, segundo a Única – e oscilações na disponibilidade do produto e nas variações de preços. Além do etanol, outro desafio será, a partir de janeiro de 2012, a entrada no mercado do diesel S-50 e do ARLA 32, que demandarão a adequação de 47 unidades operacionais (entre terminais e bases) para o atendimento ao marco regulatório.

Por último, com o crescimento da demanda de QAV/GAV no Brasil (estimado em 4,9% ao ano até 2020) e o aumento do tráfego aéreo por conta dos jogos da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, a Petrobras Distribuidora está realizando investimentos destinados à ampliação da tancagem em alguns dos aeroportos em que se encontra presente. Neste caso, Natal, Brasília, Galeão/RJ, Campinas, Guarulhos e Porto Alegre terão um total de 43.000 m³/mês adicionais. Além disso, a BR está adquirindo novas unidades de abastecimentos de aeronaves e prevê a entrada em seis novos aeroportos em 2011 (Zona da Mata – MG, Navegantes – SC, Itirapina – SP, Maringá – PR e Imperatriz – MA); e ainda os de Foz do Iguaçu (PR), Eirunepé (AM), Macapá (AP) e Ilhéus (BA), nos anos seguintes. Atualmente, o market share da Petrobras Distribuidora no mercado de distribuição de produtos de aviação é da ordem de 60%.

Fatos e Dados Petrobras

Petrobras assume o papel de grande geradora a gás

Dona da maior parte da produção do petróleo e do gás brasileiros, de 27 distribuidoras de gás, de plantas de fertilizantes e com participação acionária relevante na petroquímica, a Petrobras assume agora o papel de maior geradora de energia termelétrica do país. A empresa venceu o último leilão de energia do governo federal com um projeto de 500 MW e seus planos são o de crescer mais 2.000 MW até 2015, superando a capacidade de 8 mil MW.A estatal federal vai se confirmar como a maior competidora para os investidores privados de térmicas no país, e que dependem do fornecimento de gás da empresa. Os planos da Petrobras são de disponibilizar gás para 4 mil MW de geração térmica, e metade será para ela mesma. “Temos um parque de seis mil MW já instalado e isso gera uma sinergia que naturalmente já nos dá competitividade”, disse a diretora de gás e energia, Maria das Graças Foster, depois de evento realizado pela prefeitura de São Bernardo que discutiu os rumos do gás para a região do ABC Paulista.

A participação da empresa no último leilão do governo federal, realizado há duas semanas, foi fortemente criticada já que a companhia teve regras diferentes no fornecimento de gás. Grandes investidores privados alegam que por ser fornecedora a Petrobras não poderia participar da disputa, pois desiguala o jogo. “Será que o papel da Petrobras é também ser gerador de energia, já não basta ser dona do petróleo e do gás?”, diz alto executivo acionista de uma grande geradora de energia do país que tem interesse em desenvolver projetos termelétricos.

Em rápida entrevista, Graça Foster diz que a Petrobras não teve vantagem alguma a não ser a de já ser uma grande geradora. A empresa vendeu sua térmica por R$ 104 o MWh da energia. Foi o preço mais alto do leilão, mas ficou muito próximo do preço auferido pela usina hidrelétrica de Jirau, que ficou em R$ 102 o MWh. Segundo Graça, não é possível colocar projetos térmicos para competir com hidrelétricos e que isso gera distorção dos preços. “Poderíamos até ter baixado mais, mas acabamos saindo e forçando a rodada discriminatória”, disse Graça. O leilão é composto de duas fases. A chamada rodada uniforme em que os preços vão baixando e as ofertas, em quantidade, são oferecidas. A rodada discriminatória acontece quando algum competidor sai da disputa e a oferta atende o valor da demanda, então todos os ofertantes da rodada anterior participam do que é chamado “discriminatória” oferecendo seus preços finais.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) entende, entretanto, que ao colocar todas as fontes de energia disputando entre conseguiu diversificar a matriz pelo menor preço disponível no mercado. Se para o governo federal o leilão foi um sucesso, os investidores privados que dependem do gás da Petrobras se sentiram preteridos. A única empresa que competiu com a Petrobras foi a MPX porque é dona de um poço de gás no Maranhão e portanto fornece o combustível para si mesma.

A discussão em torno do leilão se deu porque as empresas que precisaram fechar contratas de fornecimento de gás com a Petrobras tinham que assinar contratos conhecidos como “take or pay” para gerar na média até 30% do tempo. O risco que se viu, entretanto, era de perder dinheiro já que não havia garantia de que as térmicas seriam solicitadas pelo operador por todo esse período. A maior parte saiu logo no início do leilão, quando o preço da energia estava em R$ 139 o MWh. A MPX, apesar de ter fechado contrato com empresa do mesmo grupo, fez um “take or pay” de 50%. Quando venceu o leilão, o presidente da MPX, Eduardo Karrer, disse ao Valor que pelo preço que vendeu a energia essa é a estimativa média do tempo que a térmica vai operar.

Fonte: Valor Econômico 29/08/11