Governo eleva para R$ 60 mil limite de faturamento para empreendedores individuais

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Presidente Dilma Rousseff anuncia medidas para MPE no Palácio do Planalto

Brasília – O governo federal vai ampliar de R$ 36 mil para R$ 60 mil o limite de faturamento do Empreendedor Individual, figura jurídica criada em julho de 2009 para incentivar a formalização de profissionais autônomos. A medida foi anunciada nesta terça-feira (9) pela presidente Dilma Rousseff, durante evento com parlamentares e empresários no Palácio do Planalto.

O governo também fechou acordo em torno do reajuste do faturamento das micro e pequenas empresas para adesão ao Simples Nacional, também conhecido como Supersimples. Leia mais aqui.

As medidas anunciadas pelo governo serão incorporadas ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 591/10, em trâmite no Congresso Nacional. Dilma anunciou também que em breve o governo vai lançar linhas de microcrédito para os empreendedores individuais e para as micro e pequenas empresas que serão ofertadas pelos bancos públicos e estarão voltados para o crédito produtivo.

Mais de 5,2 milhões de empreendedores serão beneficiados. Hoje são 3,9 milhões de micro e pequenas empresas beneficiadas pelo Simples Nacional e 1,4 milhão de empreendedores individuais. Mas a expectativa é que o número de optantes aumente bastante com a mudança de faixa.

 

Pernambuco acelera nos negócios em TI

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A vinda da multinacional Fiat para Pernambuco não representará apenas empregos diretos nas áreas de engenharia e chão de fábrica. A instalação da planta abre oportunidades para o ecossistema de tecnologia da informação, hardware, design e inovação do Estado. As palavras são do presidente da companhia, Cledorvino Belini, que na solenidade de abertura do empreendimento destacou que a “pernambucalização” da fábrica envolve ampla utilização de mão de obra local.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Fiat, a ideia é aproveitar cérebros e soluções desenvolvidas por empresas e centros tecnológicos do Estado, que podem se tornar fornecedores tanto da multinacional quanto do resto de sua cadeia. “Nossas diretrizes são claras. Vamos utilizar mão de obra e empresas locais em nosso empreendimento. E não só para a área de insumos, suprimentos e engenharia, mas também nos setores de tecnologia avançada”, conta o porta-voz da Fiat, Roberto Baraldi.

O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) foi o primeiro a reagir à oportunidade levantada pela Fiat. A instituição constrói um centro tecnológico na área de metal-mecânica, cujo objetivo será atender as demandas tanto da Fiat quanto das demais indústrias que serão instaladas no entorno da montadora. Já o Porto Digital já está em contato com a montadora e se prepara para fechar negócios e entrar na cadeia de valor da indústria automotiva.

Hebron abre uma filial nos Estados Unidos

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Subsidiária foi instalada, este mês, em Ohio e o investimento foi de US$ 1,65 mi. Indústria de Caruaru escolheu o Florax como 1º produto a ser vendido nos EUA

A indústria pernambucana Hebron Farmacêutica, situada na cidade de Caruaru, no Agreste, deu início a uma trajetória inédita para uma empresa brasileira do segmento. Fruto de um investimento de US$ 1,65 milhão (cerca de R$ 2,62 milhões, segundo a cotação do dólar de ontem), pôs em operação uma filial em Ohio, nos Estados Unidos. Batizada de Hebron USA, a subsidiária começa a funcionar de forma enxuta este mês. Conta apenas com dois executivos americanos responsáveis atualmente por preparar o ingresso do Florax – medicamento que combate problemas gastrointestinais – no mercado dos EUA. A meta é iniciar a comercialização do produto no próximo mês de novembro.

Segundo os registros do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), a Hebron é a primeira empresa nacional do segmento a abrir uma filial nos EUA. Desde 2008, o grupo pernambucano prepara a sua chegada na terra do Tio Sam. Naquele ano, começou a funcionar de forma “virtual” no país, tendo apenas obtido um registro, mas sem uma sede física. Em seguida, passou a planejar como atuaria: forma de distribuição, possíveis parcerias e, principalmente, qual produto seria escolhido para inaugurar as operações.

O eleito foi o Florax, um dos primeiros medicamentos formulados pela Hebron, tendo cerca de 20 anos de atuação no mercado nacional – onde hoje ocupa o segundo lugar em vendas de remédios que combatem a diarréia. Diferentemente dos produtos convencionais, o Florax é um probiótico. Segundo definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) é um organismo vivo, bactérias para ser mais exato (neste caso o levedo da Saccharomyces cerevisiae), que administrado em pequenas quantidades conferem benefícios à saúde.

Nos EUA, o US Food And drug Administration (FDA), órgão com função semelhante a da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, não considera os probióticos como medicamentos, e sim como suplementos alimentares. Logo, o Florax não precisará ser prescrito por médicos, podendo ser adquirido diretamente nas prateleiras pelos consumidores. Sendo assim, entrará na briga por uma fatia de um mercado que movimenta US$ 27 bilhões por ano nos EUA, algo entre 20% e 30% do faturamento total do consumo daquele país, mas que é maior que todo o mercado brasileiro de remédios.

Corriqueiras nessa reta final, na terça-feira (16) houve mais uma reunião com os executivos americanos da filial no escritório administrativo da Hebron no Recife. O diretor de Negócios Internacionais da empresa, Filipe Guerra, explicou que uma equipe de 50 representantes comerciais terceirizados formarão a linha de frente de divulgação do Florax em solo americano.

Os produtos chegarão nos EUA semi-acabados, sendo transportados inicialmente por avião. Lá serão apenas embalados, possivelmente por uma empresa terceirizada com base em Nova Iorque. “Pretendemos começar com o Florax e, em seguida, trabalhar com o Kios, também para problemas gastrointestinais. A ideia é partir logo depois para a linhas ginecológica e infantil”, detalhou Guerra.

Jornal do Commercio