Petrobrás desenvolverá novas tecnologias de exploração

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Entre as tecnologias analisadas estão alternativas de separação submarina de água e óleo e o aproveitamento da água marinha nas operações de reinjeção.

SÃO PAULO – O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira, 8, que a empresa está atenta ao desenvolvimento de novas tecnologias de exploração no País. Segundo ele, esse processo está em andamento e deverá ser efetivado no curto prazo. “Até 2017, devemos manter o modelo (de exploração) que já conhecemos. Mas também sabemos que esse modelo será superado”, afirmou o executivo, que participou do seminário Pré-sal: Uma transformação na cadeia produtiva de petróleo e gás.

Segundo ele, algumas das novas tecnologias em análise pela companhia podem ser implementadas ainda no final deste ano, nos campos de Marlim e Albacora. Entre as tecnologias analisadas estão alternativas de separação submarina de água e óleo. Outro ponto analisado é o aproveitamento da água marinha nas operações de reinjeção. “Teremos mais sistemas no fundo do mar, o que pode aumentar a potencialidade de produção do mesmo sistema em 40% ou 50%”, disse.

A prioridade da Petrobrás é encontrar alternativas para reduzir o peso e aumentar a eficiência de processo na superfície, a partir da adoção de novos materiais, com a aplicação de nanopartículas e a transformação química de produtos. Esse modelo permitirá, inclusive, uma melhor operacionalidade dos navios-plataforma, que teriam maior capacidade de deslocamento ao longo do tempo.

Etanol

Gabrielli prevê ainda que a Petrobras poderá se tornar a maior produtora de etanol do País até 2015. Após ingressar nesse segmento via aquisição de ativos e de parcerias com empresas como a São Martinho, a companhia planeja alcançar uma produção total de 5,6 milhões de metros cúbicos de etanol em 2015, incluindo a participação de parceiros. O volume permitiria à Petrobras participação de 12% do mercado brasileiro de etanol.

Para tanto, a companhia prevê investimentos de US$ 4,1 bilhões no segmento de biocombustíveis entre 2011 e 2015, dos quais US$ 1,9 bilhão no negócio e US$ 1,3 bilhão na logística de distribuição.

Por André Magnabosco, da Agência Estado

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