De olho no potencial de Suape

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Christopher Del Corso, que foi cônsul dos Estados Unidos no Recife por quase três anos, retornou na quinta-feira passada ao seu país, onde assumirá o posto de professor do Instituto de Diplomacia dos EUA. Durante o período em que liderou o consulado do Recife, passou a torcer pelo Santa Cruz, marcou presença em vários programas sociais e duplicou a quantidade de funcionários que emitem os vistos. Amo o Brasil, disse ao fazer um balanço da sua gestão na última quarta-feira.

Jornal do Commercio  Quais foram as principais iniciativas do senhor nestes quase três anos à frente do Consulado dos Estados Unidos no Recife ?

Christopher Del Corso Tem várias ações importantes, mas a primeira que quero destacar é com relação aos vistos. Em setembro de 2008, quando cheguei eram emitidos 250 vistos por dia. Agora, são 550 diariamente. Na época, o setor (que cuida dos vistos) tinha cinco funcionários trabalhando, sendo três americanos. Hoje, são 10 funcionários neste setor, incluindo seis americanos. Mais que dobramos o número de atendimentos para os brasileiros que querem viajar para os Estados Unidos. São mais de 90 mil entrevistas realizadas por ano.

JC Quais as principais iniciativas que foram tomadas para agilizar o setor de vistos ?

Christopher Desde 2008, foram realizados alguns mutirões com o consulado, e algumas vezes, chegamos a trabalhar aos sábados. Com a economia aquecida do Brasil, mais pessoas querem viajar. Em abril do ano passado, os vistos dos Estados Unidos passaram a ter uma validade de 10 anos e acreditamos que isso ajuda muito a aumentar o tráfego de turistas. A expectativa é que 1 milhão de brasileiros viajem este ano para a América. Mas, veja bem, são 2 milhões de brasileiros que vão viajar para a Europa. Quando cheguei aqui, 90% dos pedidos de vistos eram aprovados. Agora, são 95%, porque as pessoas têm mais condições de viajar. Fizemos várias mudanças para atender melhor. Agora, as pessoas ficam, em média, menos de duas horas no consulado. E a nossa intenção é melhorar esse atendimento, porque é mais fácil entender uma pessoa, quando você já morou ou conheceu o país de onde ela vem. E queremos dar essa oportunidade para muitas pessoas…

JC Outra prioridade da sua gestão foi o setor comercial. Por que ?

Christopher  Tentamos mostrar o potencial do Brasil e do Nordeste em termos de oportunidade para as empresas, especialmente o que está ocorrendo na área de Suape e os futuros negócios que podem se desenvolver… O crescimento que está ocorrendo aqui é fantástico. Junto com isso, desenvolvemos programas nas áreas sociais, incluindo programas em educação, saúde. Várias delas em parceria com empresas americanas como a Walmart, a Kraft (Foods), a Coca-Cola. Sempre estivemos lá para apoiar e chamar a atenção para a mídia. Ainda nessa área, temos o programa USAIDs (da Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos) que está sendo realizado há seis anos e no qual foram investidos US$ 8,5 milhões desde 2003. Essa iniciativa beneficiou crianças dos Estados de Pernambuco, Sergipe, Ceará, Rio de Janeiro e Bahia. E também apoiamos iniciativas de empresas brasileiras, como o Grupo João Santos, a Chesf, o Grupo JCPM, que todo mundo sabe que é um referência nessa área. São bons exemplos e queremos aprender com esses programas (das empresas) porque todo mundo tem dificuldades,mas essas parcerias ajudam as pessoas…

JC  Na semana passada, a discussão sobre o aumento do limite da dívida dos Estados Unidos esteve nos principais jornais do mundo já que a economia americana é o motor da economia mundial. Como o Sr. está vendo isso ?

Christopher – Os Estados Unidos vão continuar sendo o motor da economia do mundo e é um dos pilares do sistema financeiro. É um fato político, uma discussão entre o Congresso e a Casa Branca, que tentam encontrar uma maneira para melhorar a economia da América. É uma questão complexa. Não sou expert para dar uma opinião bem informada sobre esse assunto. Sei que foi formada uma comitiva de 12 pessoas – incluindo três republicanos e três democratas –, que vai apresentar uma proposta final do orçamento dos Estados Unidos em novembro.

JC Quais são as áreas que o Sr. considera mais promissoras para o desenvolvimento de novos negócios e parcerias com as empresas americanas e as do Nordeste do Brasil ?

Christopher Em primeiro lugar, petróleo, gás e petroquímica. Depois, as empresas voltadas para energias renováveis, como a eólica, solar, que são tecnologias que estão mais avançadas e com o preço competitivo. O intercâmbio de tecnologia também é importante. E, por último, a vitivinicultura. Não sabíamos que o Brasil tinha uma região, como o Vale do São Francisco, que tem duas safras de uvas por ano. O nosso objetivo é fazer mais intercâmbios, que tragam benefícios para os dois povos.

JC O Sr. afirmou que o governo dos Estados Unidos vai apoiar o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Como será esse apoio ?

Christopher A colaboração para a Copa será um apoio na área de segurança pública. Estamos trabalhando com o governo federal neste sentido. Os dois governos vão celebrar um acordo estabelecendo o que cada um vai fazer. Não posso falar muito sobre isso…

JC Mas dentro do que o Sr. pode falar o que será feito ?

Christopher Vamos fazer um centro de segurança que vai acompanhar o que está ocorrendo nas cidades onde será realizada a Copa. Temos várias experiências de grandes eventos, e além da tecnologia, vamos trocar experiências. Também será feito uma parceria com a secretaria estadual de educação, que já existe, mas será intensificada. É um programa em que alguns professores americanos dão uma atualização para professores de inglês da rede de ensino do Estado. Atualmente, são três professores no Brasil e um em Pernambuco, que atua só no Recife. A ideia é que, em 2012, venham mais cinco professores para Pernambuco, que vão atuar em todo o Estado para dar aulas para os professores de língua inglesa, melhorando o ensino do idioma. Essa é uma iniciativa que tem a ver com a economia e também com a Copa do Mundo.

JC Para o senhor, quais são as impressões que ficam do Brasil ?

Christopher O Brasil não é só Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. É um país enorme. Tem vários futuros dentro da economia do Brasil e uma das regiões mais importantes é o Nordeste. As empresas não podem ignorar o crescimento que está ocorrendo aqui. Amo o Brasil. Nós temos coisas semelhantes, somos países formados por imigrantes, nos quais houve uma mistura de cultura, contribuindo para a formação de ambas as nações. O Brasil pensa no futuro, como os americanos, em avançar e crescer. Me sinto mais confortável aqui no Brasil do que em outros países.

Jornal do Commercio

Presidente da Fiat no Recife para anunciar fábrica em Goiana

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A comitiva da Fiat está hoje em Pernambuco para anunciar o que já havia sido antecipado pelo Diario, em 7 de julho: a mudança do local da fábrica e todas as características da nova planta. A coletiva de imprensa acontece esta manhã, no Palácio do Campo das Princesas. O município de Goiana, a 64 km do Recife, será o novo destino da fábrica, do centro de desenvolvimento dos veículos e da pista de provas, que ocupará um terreno de 12 milhões de metros quadrados. Em 28 de dezembro, a pedra fundamental foi lançada em Suape com a participação do CEO mundial da Fiat, Sergio Marchionne, e do então presidente Lula.

Ainda hoje, Cledorvino Belini, presidente da Fiat no Brasil e na América Latina, Roberto Baraldi, gerente de imprensa da marca, e Marco Antônio Lage, diretor de comunicação, acertam os últimos detalhes com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o secretário de imprensa, Evaldo Costa, durante um jantar. Coincidência (ou não?), o ex-presidente Lula estará no Recife hoje, onde fará a palestra de abertura da Convenção da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), no Centro de Convenções, podendo fazer parte do jantar.

Na tarde da terça-feira, a comitiva da Fiat deve visitar o local das futuras instalações, com excessão do presidente Cledorvino Belini, que terá compromisso em Brasília.

A chegada da fábrica a Goiana vai revolucionar a vida dos moradores da cidade de quase 72 mil habitantes. Pelo menos 5 mil empregos serão gerados beneficiando toda aquela região, incluindo o estado da Paraíba, a apenas 51 km do município. Junto com a montadora, cerca de 60 empresas sistemistas (fornecedores da cadeia produtiva) são aguardadas para o local, transformando a Mata Norte na nova força econômica de Pernambuco. Parte dos sistemistas será instalada estrategicamente no solo paraibano, compondo o novo polo automotivo do Nordeste brasileiro.

Para acomodar tamanho investimento são previstos um novo porto, um aeroporto local e melhoras nas estradas, como o Arco Metropolitano, uma rota alternativa para ligar a Mata Norte ao Litoral Sul. A mudança do local da fábrica acontece por questões técnicas. Como divulgado pelo Diario, o governo investirá os R$ 200 milhões que seriam para a terraplanagem da área de Suape no porto de Atapuz, vizinho à praia de Pontas de Pedra.

A fábrica será ecologicamente correta, como em Betim (Minas Gerais), e precisa de um platô de aproximadamente 10 metros de profundidade, para instalação das prensas e da drenagem de resíduos gerados, ampliando consequentemente o espaço logístico. O investimento de R$ 3 bilhões para a instalação da mais moderna fábrica do grupo que é dono da Ferrari, Alfa Romeo, Chrysler e Lancia já está sendo utilizado. O aporte pernambucano faz parte do plano de investimentos de R$ 10 bilhões que a Fiat aprovou para o Brasil. O saldo maior é destinado à fábrica de Betim e ao desenvolvimento de novos veículos.

Com informações do Diario de Pernambuco

Petrobrás desenvolverá novas tecnologias de exploração

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Entre as tecnologias analisadas estão alternativas de separação submarina de água e óleo e o aproveitamento da água marinha nas operações de reinjeção.

SÃO PAULO – O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira, 8, que a empresa está atenta ao desenvolvimento de novas tecnologias de exploração no País. Segundo ele, esse processo está em andamento e deverá ser efetivado no curto prazo. “Até 2017, devemos manter o modelo (de exploração) que já conhecemos. Mas também sabemos que esse modelo será superado”, afirmou o executivo, que participou do seminário Pré-sal: Uma transformação na cadeia produtiva de petróleo e gás.

Segundo ele, algumas das novas tecnologias em análise pela companhia podem ser implementadas ainda no final deste ano, nos campos de Marlim e Albacora. Entre as tecnologias analisadas estão alternativas de separação submarina de água e óleo. Outro ponto analisado é o aproveitamento da água marinha nas operações de reinjeção. “Teremos mais sistemas no fundo do mar, o que pode aumentar a potencialidade de produção do mesmo sistema em 40% ou 50%”, disse.

A prioridade da Petrobrás é encontrar alternativas para reduzir o peso e aumentar a eficiência de processo na superfície, a partir da adoção de novos materiais, com a aplicação de nanopartículas e a transformação química de produtos. Esse modelo permitirá, inclusive, uma melhor operacionalidade dos navios-plataforma, que teriam maior capacidade de deslocamento ao longo do tempo.

Etanol

Gabrielli prevê ainda que a Petrobras poderá se tornar a maior produtora de etanol do País até 2015. Após ingressar nesse segmento via aquisição de ativos e de parcerias com empresas como a São Martinho, a companhia planeja alcançar uma produção total de 5,6 milhões de metros cúbicos de etanol em 2015, incluindo a participação de parceiros. O volume permitiria à Petrobras participação de 12% do mercado brasileiro de etanol.

Para tanto, a companhia prevê investimentos de US$ 4,1 bilhões no segmento de biocombustíveis entre 2011 e 2015, dos quais US$ 1,9 bilhão no negócio e US$ 1,3 bilhão na logística de distribuição.

Por André Magnabosco, da Agência Estado

Estaleiros abrem mercado bilionário a fornecedores

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O presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, na véspera do I Fórum de Conteúdo Local, que será realizado nesta sexta-feira, no Rio, com a presença de importantes representantes do Governo Federal, faz um chamamento aos fornecedores nacionais.

“Há um enorme mercado a ser preenchido pela indústria local, mas muitos desses empresários não acordaram para essa realidade. Há encomendas bilionárias à disposição e que crescerão ainda mais com a exploração do pré-sal”, diz Rocha.

Ele salienta que a atual carteira dos estaleiros beira US$ 7 bilhões, mas, nos próximos anos, as encomendas podem chegar à astronômica cifra de US$ 140 bilhões. Contudo, adverte: “Os fornecedores locais têm de se qualificar e lutar por esse espaço, da mesma maneira que os estaleiros mostraram ao governo a importância de reter essas ordens na construção naval brasileira”.

De acordo com Rocha, nos navios da Transpetro, a participação nacional chega a 70%, mas, em barcos de apoio é bem menor, porque há mais equipamentos sofisticados que precisam ser importados, em razão de serem feitos por poucos grupos internacionais. Segundo o presidente do Sinaval, as expectativas positivas estão sempre crescendo. Os últimos dados indicam que, para o futuro próximo, a Petrobras e outras empresas de petróleo deverão encomendar, no país, 105 plataformas, 550 barcos de apoio e 70 petroleiros (navios aliviadores).

“Isso representará milhões de parafusos, escadas, geladeiras, tubos, fios, lâmpadas, a serem fornecidos pela indústria nacional, mas, para isso, os fornecedores têm de mostrar interesse real em participar”, argumenta Rocha.

O dirigente ressalta que, para 2011, uma das prioridades do Sinaval é justamente o aumento de conteúdo local. “Queremos mais sistemas e equipamentos brasileiros em nossos navios e plataformas”, conclui Rocha.

Fonte: Monitor Mercantil

Setor naval discute navipeças

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Para ministro, presente ao evento, ‘atual crise está mostrando uma mudança de eixo geoeconômico dos países do Norte para os emergentes’ (Foto: Wilson Dias/ABr – arquivo)

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval (Sinaval), Ariovaldo Santana Rocha, frisou que o segundo semestre deste ano veio para solucionar os problemas do setor de Navipeças. Lembrou que o aumento do conteúdo local é uma diretriz da presidente Dilma Rousseff e o Sinaval está pronto para aceitar esse desafio, ou seja, fortalecer a rede de fornecedores da indústria naval do país.

Rocha, que participou da abertura do I Fórum de Conteúdo Local, promovido pela Fundação ARO e o Sinaval, ressaltou que a entidade está pronta para apresentar propostas de estruturação do setor com uma base de dados e com novas ferramentas financeiras.

– O setor de Navipeças precisa de políticas públicas e de financiamento. O aumento do conteúdo local vem sendo desenvolvido desde 2008 e faz parte das regras da Agência Nacional de Petróleo (ANP) desde de 2005. E o BNDES financia com menor taxas de juros – comentou, salientando que, no ano 2000, a indústria gerava 2 mil empregos e chega este ano com cerca de 84 mil, incluindo a indústria náutica. “Hoje, temos 40 estaleiros e o plano da investimento da Petrobras 2011 a 2015 é de cerca de US$ 224 bilhões, sendo que 87% vão para o setor de exploração e produção. Além disso, cresce a demanda da cabotagem e de embarcações de apoio offshore. E isso gera empregos e distribuição de renda”, comentou, acrescentando que o “Sinaval está pronto para avançar no tema e tem as ferramentas para isso. Isso é uma missão, o transporte marítimo e a exploração e produção de petróleo em alto mar”.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq), Fernando Antônio Brito Fialho, frisou que o órgão tem um papel importante do setor aquaviário, uma vez que traça uma legislação que traga soluções para a área de navegação marítima, incentivo e proteção a cabotagem e da industria naval. Segundo ele, a área de apoio marítimo acompanha o programa de expansão e aprimora suas embarcações para atender as necessidades do mercado, com os estaleiros e toda a política para transformar o desenvolvimento do país.

– O item que chama a atenção especial é o incremento da navegação no interior. Isso nós podemos avançar muito porque reduz a emissão de gás carbônico e de custos, deixando o dinheiro no interior. O Programa Brasil Maior é importante para a indústria brasileira e somos parceiros para o desenvolvimento no curto prazo.

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que também participou da abertura do I Fórum de Conteúdo Local, fez questão de deixar bem claro que a crise que afeta vários países do primeiro mundo é uma grande oportunidade para o Brasil despontar como uma grande potência econômica. E frisou que o país é privilegiado, pois já vive este momento “único”. Lembrou que, há cerca de 15 dias, a Petrobras lançou o seu programa de investimentos de cerca de US$ 227 bilhões. Esse valor, conforme afirmou, mostra o tamanho da descoberta que o Brasil fez na área do pré-sal. E previu que o Brasil passara da 7ª economia mundial para a quinta num curto espaço de tempo, onde os novos consumidores são os países emergentes.

– Os países grandes como EUA e a Europa estão em recessão, com enormes problemas. E os emergentes são a locomotiva do crescimento e o Brasil aparece com destaque porque fez o seu dever de casa. Temos democracia que grande a confiabilidade e temos também o selo de qualidade. Hoje somos um país admirado pelo mundo porque somos rico em energia, eólica, hidráulica, solar, temos o etanol e o pré-sal, que tem uma área do tamanho do Estado do Ceará, entre outros. E com isso, o brasil passa a ser o grande ator.

Sérgio Machado ressaltou que o Promef vai de vento em popa. E garantiu que o Promef 3 sairá, mais ainda não tem data marcada. Adiantou que em setembro receberá o navio Celso Furtado. Em outubro, receberá outras duas embarcações. O estaleiro Atlântico Sul vai entregar uma outra.

– Somos a quarta maior carteira de petroleiros do mundo, a quinta maior carteira de navio em geral – disse, enfatizando que é preciso criar uma indústria de Navipeças forte. No entanto alertou que isso não pode ser feito a qualquer preço.

– A competência tem que ser o idioma que a indústria tem que falar.

O superintendente da Caixa Econômica Federal (CEF), José Umberto Pereira, afirmou que a instituição cresceu muito nos últimos anos, principalmente no setor empresarial. E garantiu que a CEF está pronta para investir e atuar no fomento do setor.

– Estamos orgulhosos de estar junto com o Banco do Brasil, BNDES e outras instituições com ações de investimento para o crescimento da indústria naval. Se é bom para o Brasil, para o setor, a CEF é parceria.

Já o presidente do banco do Brasil, Aldemir Bendine, lembrou que a última década foi marcada pela valorização do setor naval. Com base em dados do Sinaval, disse que naquela década foram 55 navios totalizando investimentos de cerca de R$ 3 bilhões. A acrescentou que de 2007 a 2009, a Petrobras fez 3 plataformas e o faturamento do setor naval se ampliou de R$ 5,5 bilhões em 2010.

Para os próximos anos, diz, o setor de petróleo e gás vai crescer muito. Por isso, frisou que o plano de negócios da Petrobras vai aumentar a produção até 2014, totalizando receitas de US$ 33 bilhões, sem contar com as descobertas do pré-sal. De 2008 a 2011, segundo ele, serão investidos R$ 7,5 bilhões. Em 2018, a carteira, segundo ele, terá 269 empreendimentos, sendo que 78 já estão em construção com recursos da ordem de R$ 3,4 bilhões. e de 2011 a 2014 esses investimentos, de acordo com ele, devem triplicar (R$ 36 bilhões).

– Abraçamos essa oportunidade para reforçar a diretriz de crescimento com desenvolvimento sustentado e social. O BB busca atender de forma eficiente o setor. Criamos uma agência exclusiva para atender o setor, a Teleporto, com equipe treinada. Hoje o resultado é o grande volume de projetos analisados entre 2008 a 2011. Foram contratadas 83 embarcações um estaleiro totalizando R$ 1,2 bilhão. Hoje, são R4 4,3 bilhões em financiamento.

Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, frisou que a atual crise econômica mundial está mostrando uma mudança de eixo geoeconômico dos países do Norte para as nações emergentes. O Brasil, segundo ele, tem todas as condições para assumir um papel relevante nessa nova configuração do mundo uma vez que, segundo ele, possui mercado consumidor interno, recursos naturais e segurança institucional por se tratar de uma democracia.

Pimentel disse ainda que o Brasil é um dos países que mais bem preparados para enfrentar a crise econômica mundial. No entanto, diz, é preciso que o país tenha cautela ao lidar com essa situação.

– O ministro Guido Mantega falou bem sobre isso. Não é que não temos nada a temer. Nós estamos preparados. Acho que o Brasil é um dos países do mundo que está mais bem preparado para enfrentar a crise.

O ministro disse ainda que a desoneração da folha de pagamento dos setores de calçados, confecções, móveis e software deverá atingir também outros segmentos a partir do próximo ano. Segundo ele, a medida que beneficiará os quatro setores foi anunciada no último dia 2 e fazem parte do Plano Brasil Maior.

– Nós vamos ampliar mais. No ano que vem, vamos começar a fazer estudos para isso. Essa é uma mudança fundamental para a economia brasileira: tirar tributo da folha, passar para outra base de tributação, que reduza o custo Brasil. Tenho certeza de que a indústria naval será um dos próximos setores que iremos estudar – disse Pimentel, durante o I Fórum de Conteúdo Local.

Pimentel frisou que, neste primeiro momento, foram escolhidos apenas quatro setores por ser uma medida nova, o que exige cautela. O Plano Brasil Maior envolve medidas como o estímulo à inovação tecnológica, redução de custos para a exportação de produtos brasileiros, desonerações tributárias e incentivo à indústria por meio de um programa de compras governamentais. E os dois primeiros decretos deverão ser publicados na próxima semana.