Plano industrial reduz impostos em R$ 25 bi no período de 2 anos

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O Plano Brasil Maior de incentivo à indústria nacional, anunciado pelo governo nessa terça-feira, dia 2, prevê corte de impostos de US$ 25 bilhões em dois anos. Uma das principais medidas é a desoneração da folha de pagamentos em setores intensivos em mão de obra, como confecções, calçados e artefatos, móveis e software. De acordo com o site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a alíquota para o INSS passa de 20% para zero (0%).

No pacote de medidas, governo tentar reaquecer atividade industrial
Contudo, em contrapartida, será cobrada uma contribuição sobre o faturamento, que terá alíquota a partir de 1,5%, de acordo com o setor. No caso de empresas de softwares, o ministro Guido Mantega informou que a contribuição será de 2,5% do faturamento.

Vale destacar que a desoneração da folha de pagamento é um projeto piloto que se estenderá até o próximo ano e terá medidas acompanhadas por um Comitê, formado por governo, sindicatos e setor privado. O site do Ministério informa ainda que será editada uma Medida Provisória (MP) que garante que o Tesouro Nacional arcará com a diferença para cobrir uma possível perda de arrecadação da Previdência Social.

Outro setor favorecido é o automotivo, que terá um regime especial de tributação. Nesse caso, o incentivo tributário também terá contrapartida de investimento, agregação de valor, emprego, inovação e eficiência. Conforme o plano, estão assegurados os regimes regionais e o acordo do Mercosul.

Veja abaixo os demais pontos do plano:

IPI reduzido

O governo decidiu estender por mais 12 meses a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bens de capital, material de construção, caminhões e veículos comerciais leves.

Devolução de créditos tributários

Segundo o Ministério, outro estímulo ao investimento e inovação é a redução gradual do prazo para devolução dos créditos do PIS/Cofins sobre bens de capital. O prazo que era de 12 meses passará para apropriação imediata.

Investimento

O governo decidiu estender o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES até dezembro do próximo ano. O orçamento do PSI será de R$ 75 bilhões e serão mantidos os focos em produtos de bens de capital, inovação, exportação e pró-caminhoneiro. Serão incluídos também componentes e serviços técnicos especializados e equipamentos TICs, ônibus híbridos, Proengenharia e Linha Inovação Produção.

Pequenas e médias empresas

Será ampliado o capital de giro para micro, pequenas e médias empresas com novas condições de crédito e prazo. O orçamento passará de R$ 3,4 bilhões para R$ 10,4 bilhões. Segundo o documento, consta a informação de que a taxa de juros é de “10 a 13% ao ano” e o prazo de financiamento de 24 para 36 meses.

Inovação e crédito

O BNDES oferecerá uma linha de crédito de R$ 2 bilhões para ampliar a carteira de inovação este ano. A taxa da linha será de 4% a 5% ao ano. Está prevista também a ampliação de orçamento e condições de acesso aos programas setoriais na renovação de programas como Profarma, Pro-aeronáutica e proplástico. Prevê também o financiamento para redução de emissões , com o apoio ao desenvolvimento tecnológico e à comercialização de bens de capital para linha de equipamentos dedicados à redução de gases de efeito estufa.

Importados

O Plano Brasil Maior prevê ainda a modernização do marco legal do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Com isso, o Inmetro ampliará o controle e fiscalização dos produtos importados. Também será ampliado o escopo de certificação do Instituto e implementada a “Rede de Laboratórios Associados para Inovação e Competitividade”. Com a modernização do marco legal do Inmetro, o documento com as medidas do Plano Brasil Maior, prevê que haverá maior facilidade em parcerias e mobilização de especialistas externos.

Produtos nacionais

O governo anunciou, dentro do programa Brasil Maior de política industrial, a regulamentação da lei nº 12.349/2010, que prevê preferências nas compras governamentais para produtos nacionais. Segundo o divulgado hoje pelo MDIC, o foco será nos setores: complexo de saúde, defesa, têxtil e confecção, calçados, tecnologia da informação e comunicação. Com a regulamentação, será criada uma margem de preferência de até 25% nos processo de licitação para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam às normas técnicas brasileiras. As margens serão definidas considerando geração de emprego e renda; além de desenvolvimento e inovação tecnológica realizadas no País.

O Brasil Maior ainda prevê uma harmonização de políticas de financiamento. Os bancos públicos irão fechar um acordo para estabelecer condições de financiamento convergentes de incentivo à produção.

JAC fabricará veículos no Brasil em 2014

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Investimento será da ordem de US$ 600 milhões

De olho em um mercado automotivo emergente, no qual as vendas de importados cresceram 113,31% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010, e que os emplacamentos de nacionais expandiram 10% na mesma base comparativa, a JAC Motors anunciou que construirá uma fábrica no Brasil.

Em quatro meses desde sua chegada ao País a montadora chinesa já negociou quase dez mil veículos, atingindo 9,5% de participação nos negócios da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) e 1% do mercado automotivo total.

“Se analisarmos o período que estamos no Brasil, perceberemos claramente que a parceria com o Grupo SHC (responsável por trazer a marca ao País) deu certo e conseguimos oferecer um veículo com mais valor, mais opcionais e que tenham um preço mais competitivo”, avaliou Dai Maofang, vice-presidente mundial da JAC Motors.

Com um investimento previsto de US$ 600 milhões na planta industrial brasileira, a unidade terá capacidade de produção de 100 mil veículos por ano e deverá gerar aproximadamente 3.500 empregos diretos e dez mil indiretos. A planta não tem um local definido, porém deve ser inaugurada em 2014. Além do mercado brasileiro, a filial deverá abastecer os argentinos e mexicanos.

Sérgio Habib, presidente da marca no Brasil, explicou que quando uma montadora chega a vendas anuais perto de 100 mil unidades, número que a fabricante pretende alcançar em 2012, existe a necessidade de se implantar um centro produtivo local. De acordo com o executivo, a alíquota de importação chega a 35% do preço dos veículos, fora um frete de quase 10% do valor do carro.

A unidade terá capital chinês e brasileiro, sendo que a maior parte será nacional. “Nós assinamos um protocolo de intenção e com isso adiantamos em mais de um ano a decisão de instalarmos uma fábrica aqui, o que aconteceria naturalmente, porém só mais para frente”, comentou Habib.Carros fabricados no Brasil ficaram na mesma faixa de preço dos atuais.

O dirigente também explicou que a planta não deverá produzir nenhum modelo oferecido hoje pela marca, J3 e J3 Turin. Segundo ele, o investimento só é justificável se for produzida na unidade uma família completamente nova. Os veículos que serão montados no Brasil deverão seguir a faixa de preço atual da empresa, aproximadamente R$ 40 mil.

Embora tenha ressaltado que o custo de fabricação na China é muito menor que o brasileiro; pela mão de obra, tributos, juros e, principalmente, gastos com desenvolvimento de novos produtos; Habib salientou a importância de não depender do fator cambial, ou seja, uma das razões do preço atrativo dos carros da JAC é o real valorizado, com a planta nacional, o valor dos modelos não ficaria atrelado à flutuação do dólar.

Outra vantagem, em possuir um centro produtivo no País, é que os carros da JAC já utilizam muitos sistemistas americanos e europeus, já instalados por aqui, o caso da Delphi, Bosch e Continental.

Futuro da JAC

A marca que conta com dois modelos no mercado brasileiro, J3 e J3 Turin, oferecerá mais uma opção aos consumidores nacionais, o J6 será lançado oficialmente amanhã, 3. No próximo ano, a montadora chegará com mais duas novidades o sedã de luxo J5 e o subcompacto J2. Com estes lançamentos e um total de 150 concessionárias, a marca espera alcançar, até o fim de 2012, 3% de participação de market share.

Pernambuco nos planos da Chery

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Um dos alvos das montadoras da China é o consumidor do Nordeste. Motivadas pelas promessas de desenvolvimento geradas pelo Porto de Suape, elas acreditam que um bom mercado regional poderá se formar aqui. Pernambuco está oficialmente nos planos da Chery. O caminho de expansão da marca no mercado nacional pode passar por aqui.

Apesar da primeira fábrica da Chery em território nacional estar localizada no interior de São Paulo, Luís Curi, CEO da montadora no Brasil, revelou que está movendo esforços para que o centro de pesquisa que a marca também quer instalar no Brasil não fique no eixo Sul-Sudeste. E tem mais. “Com a prosperidade do Porto de Suape, Pernambuco se torna uma boa opção, inclusive para receber carros e peças de reposição vindos da China com destino ao Nordeste”, afirma.

Novos veículos também estão na agenda brasileira da Chery. Para o final de 2011 são prometidas as versões com câmbio automático dos já conhecidos Tiggo e Cielo. Em outubro, chega o lançamento S18 (motor 1.3 Flex). Já no início de 2012, quem estreia é o A13 Fulwin (motor 1.5) e, no segundo trimestre do próximo ano, é a vez do S18 D, o SUV compacto da marca, chegar às prateleiras nacionais.

Quanto aos números de vendas, eles ainda têm muito o que crescer. De acordo com o CEO, que visitou Pernambuco na última sexta-feira, as vendas da chinesa em território nacional representam apenas 1% do total brasileiro. E quando o foco é o Nordeste, esse valor é menor. “No entanto, é real um crescimento das vendas nessa região e, no começo de 2012, esperamos que a média regional de vendas já ultrapasse a nacional”, revela. Ele ainda diz que, em 2010, 10 mil unidades da marca foram trazidas para o Brasil e, em 2011, esse número deve chegar a 28 mil.

O segredo para o crescimento pode estar na adaptação dos carros ao consumidor nacional. Para Curi, itens como ar-condicionado, direção hidráulica e airbag são exigências dos brasileiros que devem ser atendidas. “É por isso que todos nossos veículos já vêm com esses componentes de fábrica. É também uma estratégia para atrairmos os consumidores e mostrarmos a eles a qualidade de um chinês”.

Fiepe avalia positivamente nova política industrial do Governo

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O pacote de medidas voltadas para fortalecer a competitividade industrial do País, anunciado pelo governo federal nesta terça-feira (2), foi bem recebido pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Na avaliação do presidente da entidade, Jorge Côrte Real, o plano traz maior segurança para os empresários e representa um ponto de partida para novas ações que venham a contribuir para o desenvolvimento do setor.

Segundo Côrte Real, o plano poderá “contribuir para preservar o mercado interno e contrabalancear a redução no número de exportações, prejudicadas por conta da valorização do Real”. Além de encarecer os produtos nacionais no exterior, a queda na cotação do dólar acabar por reduzir o preço dos importados concorrentes.

Entre as medidas previstas está a desoneração da folha de pagamento de setores de manufaturados (têxtil, calçados, móveis) e softwares, que será substituída por alíquotas no faturamento, de 1,5% e 2,5%, respectivamente. “Essa medida é importante porque diminui custos operacionais e contribui para a geração de emprego, além de beneficiar diretamente setores que em que Pernambuco tem vocação”, avalia o presidente da Fiepe.

Para Côrte Real, esse pacote deve ser um ponto de partida para outras medidas para eliminar gargalos que ainda persistem, como os juros altos e elevada carga tributária. Ele sugere que o governo ofereça maior estímulo a investimentos na área inovação, maior acesso ao crédito e também incentivo a compras nacionais.

Presidente da Transpetro dá aula inaugural de Engenharia Naval e Oceânica

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Começou ontem o semestre letivo do novo curso de graduação em Engenharia Naval e Oceânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A aula inaugural será proferida hoje pela manhã pelo presidente da Petrobras Transporte S/A – Transpetro, Sérgio Machado, no auditório Newton Maia, no Centro de Tecnologia e Geociências (CTG), Campus Recife.

O curso vai formar recursos humanos para dar suporte ao ressurgimento da indústria naval do país e de Pernambuco, onde está o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o maior estaleiro do hemisfério sul. O curso foi criado a partir de um estudo de demanda e formatado com o apoio do EAS para mapear o perfil do profissional. O profissional formado pela UFPE poderá atuar em grandes e pequenos estaleiros de construção e reparo naval, polos náuticos, portos, hidrovias, plataformas de petróleo offshore e na indústria fornecedora de componentes para o setor.

Para adiquirir experiência acadêmica, a UFPE firmou parceria com a USP e a UFRJ que possuem cursos já consolidados de Engenharia Naval e Oceânica. De 22 a 26 de agosto, uma missão da UFPE, Universidade de Pernambuco (UPE) e Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectma) irá a Finlândia para assinatura de acordo de cooperação com três universidades, objetivando promover o intercâmbio de alunos e professores e o desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Com cinco anos de duração, o curso, vinculado ao CTG, foi oferecido pela primeira vez no Vestibular 2011.2, com 20 vagas. Mas dez alunos que ingressaram há um ano no grupo das Engenharias puderam optar pela nova graduação ao final do último semestre e já iniciam as atividades neste mês contando com um importante apoio financeiro. A Universidade assinou convênio com a Petrobras que vai investir R$ 13 milhões no curso em seis anos, sendo metade do valor para bolsas de graduação e pós-graduação. Os alunos de graduação receberão bolsa no valor de R$ 450 a partir do 2º período. O restante dos recursos será investido na promoção dos intercâmbios de alunos e professores com as universidades parceiras, compra de livros, de equipamentos e softwares.

Fonte:DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Indústria discute agenda para promover a inovação

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Brasília – A presidente Dilma Rousseff participará do 4º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que será realizado na próxima quarta-feira, 3 de agosto, no Sheraton WTC, em São Paulo. No evento, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma receberá o documento Compromisso pela Inovação, em que os industriais reafirmam a necessidade das empresas e do país ampliarem os investimentos em tecnologia e desenvolvimento de produtos, processos e serviços.

O Congresso será aberto às 9h pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, e os ministros Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia. Ao longo do dia, dirigentes de grandes empresas discutirão a importância da inovação para o futuro do Brasil e as oportunidades do país nesta área.

Entre os debatedores estão os presidentes da Fiat, Cledorvino Belini, da Embraer, Frederico Curado, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Também participarão dos painéis os presidentes da Siemens, Adilson Primo, da Braskem, Carlos Fadigas, da Klabin, Horácio Lafer Piva, da Marcopolo, José Rubens de La Rosa, da Natura, Pedro Passos, e da IBM, Ricardo Pelegrini.

À tarde, especialistas internacionais mostrarão como a inovação promove o desenvolvimento. Entre eles estão o norte-americano Anthony Townsend, diretor do Instituto para o Futuro, órgão de pesquisa independente com sede no Vale do Silício, e o cientista chinês Bai Chunli, especialista em nanotecnologia, que preside a Academia Chinesa de Ciências.

Também participa do debate o engenheiro Wonjong Joo, presidente do Conselho do Innovation Hub Center, uma instituição da Coréia do Sul que representa 60 centros responsáveis pelo desenvolvimento de programas, currículos e métodos inovadores para instituições de ensino.

O time de especialistas estrangeiros reúne ainda Andrew Wyckoff, diretor de Inovação e Tecnologia da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o alemão Heinrich Stuckenschneider, vice-presidente de tecnologia corporativa da Siemens, e o inglês Richard Miller, diretor para sustentabilidade da Agência de Inovação do Reino Unido.

FIEPE

Japoneses compram parte da Schincariol

A cervejaria japonesa Kirin anunciou ontem a compra de uma participação de 50,45% na brasileira Schincariol, terminando com meses de especulações sobre a venda da vice-líder do mercado nacional de cerveja, com cerca de 11% de participação, e a 15ª no mundo. O grupo japonês adquiriu todas a ações de Alexandre e Adriano Schincariol por R$ 3,95 bilhões. Em Pernambuco, a empresa possui uma unidade em Igarassu.

O valor será pago hoje, de acordo com comunicado divulgado pela empresa japonesa. A Kirin afirma que angariou o valor por meio de recursos próprios e empréstimos. A compra dá à Kirin uma sólida base no mercado brasileiro, que cresce rapidamente, e se soma à base que a companhia já detém na Ásia e na Oceania.

O grupo japonês afirma que a compra da Schincariol faz parte de sua estratégia de expansão territorial como forma de ganhar mercado. O mercado brasileiro (de bebidas) deverá manter crescimento estável por conta da expansão econômica do Brasil e do contínuo aumento da renda pessoal da população, afirma a empresa.

HISTÓRICO

O Grupo Schincariol foi fundado em 1939 pelo filho de imigrantes italianos Primo Schincariol, que instalou, nos fundos de sua casa em Itu, interior de São Paulo, uma pequena fábrica de bebidas. Começou produzindo licor de cacau, conhaque, groselha, vinho quinado, anisete e o refrigerante Itubaína. Para distribuir a produção, Primo colocava as caixas sobre o lombo de burros e as levava até os comerciantes locais.

Em 1989, a produção de cervejas, se concretiza com o lançamento da cerveja pilsen Schincariol, primeira cerveja do Grupo, que hoje detém marcas como Cintra e Nobel, além da Baden Baden, Devassa e Eisenbahn (no segmento preminum).

Hoje, a companhia tem 14 fábricas em 12 Estados brasileiros, possui mais de 600 mil pontos de venda, 11 centros de distribuição, além de 200 revendas e escritórios.

Jornal do Commercio