Porto adota logística reversa

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A palavra sustentabilidade ganhou notoriedade no mundo. A cada dia, empresas de todas as partes do globo desenvolvem projetos visando reduzir as ações que são nocivas ao meio ambiente. E o setor de transporte pode se tornar um grande aliado no que diz respeito aos trabalhos realizados pela logística reversa, processo que recupera resíduos sólidos evitando o descarte na natureza.

Entretanto, especialistas afirmam que o Brasil apenas engatinha neste aspecto, necessitando investir para adequar a cadeia de suprimentos. De acordo com o CLRb (Conselho de Logística Reversa do Brasil), o País precisa investir algo em torno de R$ 18,5 bilhões nos próximos anos para iniciar os ajustes neste setor.

Pensando nesse aspecto, o Porto de Paranaguá publicou uma ordem de serviço determinando que os materiais adquiridos devem obedecer aos princípios da logística reversa.

De acordo com a superintendência, isso significa dizer que produtos como agrotóxicos (seus resíduos e embalagens), pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos terão que ter sistemas de logística reversa com seus fornecedores, mediante retorno dos produtos após o uso, de forma independente do serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos.

Para Ricardo Castilho, chefe do núcleo ambiental, a implantação da logística reversa no porto vem complementar o trabalho já realizado pela Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina). Desde o início deste ano, todo o resíduo de grãos (soja, milho, farelo de soja e trigo) varrido do cais após a operação de navios é reutilizado, sem gerar qualquer custo para a administradora.

“Quando o grão cai no chão, ele molha ou se contamina, não podendo mais ser exportado. A varredura realizada após a operação recolhe este resíduo que tem destinação correta, contribuindo com o meio ambiente e gerando economia para a Appa”, explica.

Desde o início deste ano, a AOCP (Associação dos Operadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá) é responsável por fazer a varredura do cais após a operação dos navios. O resíduo é enviado para uma empresa de Ponta Grossa que faz a compostagem deste material, usando-o como adubo para a plantação de grama.

Após a implantação deste novo sistema, o lixo retirado da Appa – que era de 315 toneladas por mês, em média – caiu para 100 toneladas por mês, representando uma economia mensal de aproximadamente R$ 40 mil, além de contribuir com a sustentabilidade.

Webtranspo

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