Ceasa-PE quer voltar a operar no porto

Entidade está impedida da atividade há um ano

O Ceasa- PE (Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco) reivindica o retorno da concessão para o desempenho de atividades portuárias. O direito foi caçado em fevereiro do ano passado.

A intervenção feita pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ocorreu após uma análise da Unidade Administrativa Regional da Agência no Recife, que verificou que os benefícios fiscais concedidos à entidade pernambucana, por se tratar de uma organização social sem fins lucrativos, propiciariam uma concorrência desigual nas atividades econômicas desenvolvidas no porto da capital.

Os responsáveis pelo Ceasa apresentaram na última quinta-feira, 17, durante uma reunião com Fernando Fialho, diretor-geral da agência, uma planilha que indicava que o centro recolhia tributos durante as operações portuárias como todas as outras empresas. Essa informação foi uma novidade em relação ao pedido de reconsideração feito pela instituição em dezembro de 2010.

Segundo Fialho, há interesse para que as atividades desenvolvidas no porto pela organização social sejam retomadas. . “Queremos resolver essa situação o mais rápido possível, pois sabemos da importância social do Ceasa para Pernambuco. Com a informação de que os tributos eram pagos, é possível reabrir o processo e discutir novamente o caso”, afirmou. (Webtranspo)

Economia aquecida aumenta arrecadação do ITBI no Recife

Recursos provenientes do ITBI passaram de R$ 32,8 milhões, em 2008, para R$ 47,2 milhões, em 2010

A associação entre o crescimento imobiliário registrado em Recife e a eficiência na arrecadação tributária, levou a Prefeitura da capital de Pernambuco a apresentar, nos dois últimos anos, um aumento de 43,86% no recolhimento do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Os recursos provenientes do ITBI passaram de R$ 32,8 milhões, em 2008, para R$ 47,2 milhões, em 2010. Elaborado pela Secretaria Municipal de Finanças, o acompanhamento da arrecadação municipal traz índices quatro vezes maiores que a inflação acumulada no biênio.

Nesse período, o ITBI superou o desempenho dos demais tributos e compensou, parcialmente, perdas com transferências constitucionais. A partir de 2009, a crise econômica provocou uma fuga de capitais, atraindo investidores do mercado financeiro para o mercado imobiliário.

Outros fatores que contribuíram para o bom resultado do ITBI, como o aumento na renda da população; a atual facilidade na obtenção de financiamentos, a exemplo do Programa Minha Casa, Minha Vida; e os investimentos estruturadores ocorridos no Estado.

Os municípios brasileiros arrecadam três tributos da população. O mais conhecido é o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), cobrado sobre o valor de imóveis existentes na Cidade; enquanto o ISS (Imposto Sobre Serviços) é recolhido das empresas prestadoras de serviços.

Já o ITBI incide sobre a compra ou permuta de imóveis e tem como base de cálculo o valor de mercado dos bens ou direitos transmitidos na época em que a operação é efetuada. (Tendências e Mercado)

Construção de unidade em 3 meses

Depois de ter assinado o protocolo de intenções para a construção da Unidade Industrial Governador Miguel Arraes, no distrito de Bem Te Vi, no município de Bonito, a multinacional Bio Energy Solutions Group Inc pretende dar início às obras, com investimento de R$ 115 milhões, nos próximos três meses. Segundo o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (Sindicape), Gerson Carneiro Leão, a unidade é o primeiro empreendimento do Estado com participação dos fornecedores do insumo, que terão 30% de participação na sociedade. Os outros 70% são de responsabilidade da Bio Energy. O projeto tem como objetivo encontrar alternativas ao atual modelo de produção de energia limpa através de etanol, açúcar e biomassa.

“Em cada safra, depois que estiver em pelo funcionamento, serão esmagadas 800 mil toneladas de cana, mas inicialmente o volume deve ser de 400 mil toneladas. Além de produzir açúcar, etanol e biomassa, a unidade fabricará levedura. A energia produzida a partir do bagaço da cana será comercializada para os Estados Unidos, assim como o álcool combustível”, explicou Carneiro Leão.

O termo de compromisso assinado, ontem, no Sindicape, formaliza as propostas alcançadas entre representantes da Cooperativa Agroindustrial da Mata Sul do Estado (Coopeagro) e a multinacional que arcará com o aporte para a construção da usina. A Copeagro, que conta com uma média de 400 associados, disponibilizará todo o conhecimento técnico na plantação, colheita e produção da cana e do açúcar, além de captar mão de obra especializada, administrar os contratos, autorizações e todas as questões burocráticas para a implantação da usina.

“É com bons olhos que vemos a chegada deste empreendimento, favorecendo os fornecedores de cana da Mata Sul de nosso Estado”, concluiu Carneiro Leão.

Jamilloe Coelho // Folha de PE

Ambev vai operar até setembro

As obras da segunda fábrica da companhia em Pernambuco estão na fase de terraplenagem da área de 180 hectares. Investimento é de R$ 260 milhões

A segunda fábrica da Ambev em Pernambuco, em Itapissuma, no Grande Recife, começa a rodar já no segundo semestre deste ano. A expectativa do diretor regional da companhia no Nordeste, Alexandre Magno, é que, no mais tardar, em setembro a primeira etapa esteja funcionando. Atualmente, as obras estão na fase de terraplenagem da área de 180 hectares. Anunciada como maior fábrica do grupo na região, a planta orçada em R$ 260 milhões e geradora de 200 empregos agora é citada como a maior da América Latina e a mais moderna do mundo.

Diferentemente de outras unidades brasileiras – ex-fábricas da Brahma ou Antarctica –, a nova fábrica pernambucana segue um modelo 100% Ambev. A primeira etapa que será inaugurada este ano vai produzir todo as marcas nacionais de bebidas alcoólicas do grupo: Skol, Brahma, Brahma Fresh, Antarctica, Bohemia. Mas, conforme citou Magno, há espaço e tecnologia para abrigar o portifólio internacional, inclusive a Budweiser, cujo planejamento da Ambev é que comece a ser fabricada em solo brasileiro ainda em 2011.

A primeira fase é capaz ainda de contemplar a produção de Guaraná Antarctica e H2OH! e o envasamento de Pepsi. No anúncio do empreendimento, em junho do ano passado, foi dito que a fábrica deverá receber R$ 120 milhões para sua ampliação até 2015.

CARNAVAL

A Ambev apresentou ontem suas ações de patrocínio dos festejos de momo no Recife e em Olinda através da marca Skol. A empresa faz sigilo sobre os investimentos, afirmando apenas que são 10% maiores que os promovidos em 2010. Na Cidade Alta, segundo a prefeitura, o grupo é o maior patrocinador, desembolsando mais de R$ 3 milhões – supera o governo do Estado, que bancou cerca de R$ 2 milhões. E seguindo a conta do diretor regional, no Recife, se em 2010 foram investidos R$ 2,7 milhões, este ano a cifra deve chegar a R$ 2,97 milhões.

“Carnaval é a época mais importante para as cervejarias. O consumo é 20% maior que em outras datas. Desde novembro estamos nos dedicando a festa”, comentou Alexandre Magno. Em 2011, a Ambev vai montar a quarta edição da Casa da Skol, dessa vez no prédio da Associação Comercial de Pernambuco, de frente para o Marco Zero. O “quartel general” de Olinda ainda não tem endereço definido. Fechou ainda com o Galo da Madrugada até 2014, além de marcar presença nas principais prévias carnavalescas. (Jornal do Commercio)

Indústria funciona abaixo da capacidade produtiva

BRASÍLIA – A indústria brasileira começou 2011 operando bem abaixo da sua capacidade de produção, de acordo com Sondagem divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala onde 50 pontos indicam o patamar usual para o período, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) nas fábricas ficou em 45,2 pontos em janeiro. O indicador também mostrou aumento da ociosidade na comparação com dezembro de 2010, quando a UCI registrou 48,2 pontos, também abaixo do usual para o último mês do ano.

O indicador não apresentava dois meses seguidos abaixo da linha dos 50 pontos desde a crise financeira de 2008. De acordo com a CNI, a indústria brasileira operou em média com 72% de uso do parque instalado em janeiro. Para o economista da entidade, Marcelo Azevedo, a redução da demanda no início do ano ocasionou o freio na produção em janeiro. “A indústria se antecipou e ajustou a sua produção ao perceber que a demanda está em declínio desde o final do ano passado”, afirmou Azevedo.

Da mesma forma, a produção industrial em janeiro ficou abaixo do esperado para o mês, com indicador em 46 pontos. Em dezembro, porém, o indicador havia registrado um patamar ainda menor, de 44,7 pontos. A CNI também destacou que apesar da redução da atividade industrial, os estoques do setor permaneceram dentro do planejado no período, com indicador praticamente sobre a linha divisória, registrando 50,9 pontos.

Em fevereiro, quando foi realizada a sondagem, todos os índices de expectativas melhoraram na comparação com o mês passado e se encontram acima dos 50 pontos. De acordo com a CNI, as perspectivas de demanda para os próximos seis meses alcançaram 61,3 pontos, enquanto as estimativas para contratações (54,6 pontos), compras de matérias-primas (58,8 pontos) e exportações (51,6 pontos) também aumentaram.

CHINA

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pediu ontem ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, que o governo brasileiro deixe de reconhecer a China como uma economia de mercado. Segundo ele, é preciso reconhecer que uma parte considerável dos produtos fabricados na China, que ingressam no mercado brasileiro, entram de forma ilegal. “Somos favoráveis ao comércio internacional, contudo, repudiamos práticas desleais de comércio, como as praticadas pela China. A China não é economia de mercado”, comentou Skaf. De acordo com Skaf, esse status comercial concedido pelo Brasil a China é prejudicial, porque dificulta a aplicação de sanções contra produtos importados de maneira irregular. (Jornal do Commercio)