Governo federal pode retomar projeto da Ferroeste e extensão da Norte-Sul

Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ao lado do ministro Paulo Bernardo (Comunicações), e os governadores André Puccinelli (Mato Grosso do Sul) e Beto Richa (Paraná) na reunião sobre ferrovias. Foto: Edsom da Silva Leite/MT

O governo federal deu início aos estudos de viabilidade para a construção da Ferrovia da Integração Oeste (Ferroeste), com primeiro trecho de cerca de 350 quilômetros, ligando os municípios de Dourados (MS) a Cascavel (PR). Caberá à Valec – Engenharia, Ferrovias e Construções SA produzir o detalhamento do traçado da malha que deve ser concluído até abril. Esta ferrovia faz parte do plano de expansão de ferrovias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).

O tema dominou reunião, nesta quarta-feira (16/2), com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e os governadores do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, e do Paraná, Beto Richa, em Brasília. No encontro participaram também o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e parlamentares dos dois estados, além de diretores da Valec, Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Puccinelli e Richa alegaram que a implantação da ferrovia permitirá a conexão dos municípios produtores de Mato Grosso do Sul com a hidrovia Paraná/Tietê, em Guaíra (PR), e abrirá acesso ao Porto de Paranaguá (PR) a partir de Cascavel (PR). Esta região é importante centro de produção agrícola brasileiro.

Além disso, Puccinelli sugeriu a realização de estudos de viabilidade para a extensão da ferrovia Norte-Sul, no trecho compreendido entre Estrela D´Oeste (SP) em direção ao sul do país. A proposta é que todo o traçado seja desenvolvido dentro do estado, o que traria vantagens competitivas como a economia de custo na construção de uma travessia de vulto sobre o Rio Paraná, na região de Panorama (SP), assim como o atendimento às indústrias instaladas no município de Três Lagoas, na área direta de influência do trajeto da ferrovia.

A partir da reunião, o ministro Nascimento decidiu instituir um grupo de trabalho com a participação de representantes dos governos dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, da ANTT, Valec e Dnit. As negociações serão acompanhadas por parlamentares dos dois estados.

Em seguida aconteceu o primeiro encontro do grupo que teve a participação do secretário de Planejamento do governo do Mato Grosso do Sul, Carlos Menezes; o secretário de Planejamento do governo do Paraná, Cássio Taniguchi; o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho. Também fizeram parte na reunião os diretores-gerais do Dnit, Luís Antônio Pagot; e, da ANTT, Bernardo Figueiredo; além do presidente da Valec, José Francisco das Neves. (Blog do Planalto)

GE investe para fornecer equipamentos para a área de pré-sal

BRASÍLIA – A General Electric (GE) Brasil estabeleceu novos investimentos na área de inovação tecnológica para se firmar como fornecedora de equipamentos da indústria de petróleo e gás natural.

A companhia tem como foco o horizonte de novas demandas que vão surgir com o aumento da extração de petróleo em águas profundas na camada pré-sal. Nesta manhã, o presidente mundial da GE, Jeff Immelt, esteve reunido com a presidente Dilma e outros ministros para reafirmar a intenção de continuar investindo no país.

Ao deixar a reunião, o Ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, lembrou que nos próximos dois anos, a GE deve investir US$ 550 milhões em três áreas prioritárias: energia, saúde e tecnologia da informação (TI) – incluindo o centro de pesquisas no Rio de Janeiro.

Mercadante ressaltou que esses investimentos responderão pela criação de mil empregos, dentre os quais, 200 pesquisadores brasileiros. “Esse investimento resultará em um salto na área de ciência e tecnologia e capacitação”, afirmou o ministro.

O presidente da GE no Brasil, José Geraldo Ferreira, informou que do total dos investimentos previstos, US$ 50 milhões será apenas para a capacitação de mão-de-obra. “Nosso objetivo é utilizar a mão-de-obra local”, afirmou. A GE Brasil apresentou um crescimento 30% no faturamento em 2010, totalizando US$ 2,6 bilhões.

Segundo Ferreira, o montante de investimentos que vêm sendo feitos em inovação no Brasil, não inclui os US$ 7 bilhões aplicados nos últimos seis meses para adquirir três empresas especializadas no fornecimento de equipamentos da indústria petrolífera.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, ressaltou que a GE já dispõe de oito plantas de produção no Brasil, sendo que algumas já realizam exportações. “É a oportunidade para recuperarmos o saldo da balança comercial de bens de capital”, acrescentou.

(Rafael Bittencourt | Valor)

Economia cresce 7,8% em 2010, segundo cálculo do BC

A economia brasileira cresceu 7,81% em 2010, segundo o indicador criado pelo Banco Central para antecipar o desempenho econômico do país.

Somente no mês de dezembro, o crescimento foi de 4% em relação ao mesmo período de 2009, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC). Esse foi o oitavo mês consecutivo de desaceleração no crescimento do país.

Na comparação mensal, o crescimento de 0,07% é o menor desde junho, quando o indicador ficou estável.

No quarto trimestre, o crescimento foi de 1% em relação aos três meses anteriores, ante 0,3% no trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento desacelerou de 7% para 5%.

O IBC-Br é divulgado pelo BC mensalmente com base nas estatísticas de vários setores da economia disponíveis no momento e mostra proximidade com os números oficiais do IBGE, que são divulgados trimestralmente.

Esse indicador é avaliado pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC) no momento de definir a taxa básica de juros, hoje em 11,25% ao ano. (Folha.com)

Obras na Refinaria Abreu e Lima serão retomadas nesta quinta

Acordo foi alcançado depois de audiência de três horas na sede do Ministério Público do Trabalho

Funcionários da Refinaria Abreu e Lima voltam ao trabalho a partir das 10h desta quinta-feira (17) depois de mais de uma semana de paralisação. O acordo é foi firmado durante audiência de três horas na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) com representantes dos trabalhadores, governo do Estado, Petrobras e Porto de Suape nesta quarta-feira (16).

Na próxima quarta-feira (23), outra audiência será realizada no MPT para negociação das reivindicações da categoria. Além da abertura da negociação, com o agendamento da audiência para a próxima semana, a volta ao trabalho na Refinaria ficou condicionada à criação de uma comissão de negociação, composta por representantes dos trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores na construção de Estradas, Pavimentação e Terraplenagem em Geral (Sintepav-PE) e de outro grupo sindical que passou a ganhar apoio ao longo do movimento.

ENTENDA O CASO
Desde o dia 7 de fevereiro, os funcionários da Refinaria se mobilizaram e iniciaram uma paralisação. Eles reivindicam melhores condições de trabalho como, concessão de cartão de alimentação no valor mensal de R$ 300; pagamento de 100% de adicional sobre as horas extras realizadas aos sábados e concessão de plano odontológico gratuito.

Também estão na pauta das reivindicações concessão de passagem aérea para os trabalhadores que residem fora do Estado; instalação de banheiros e chuveiros nas saídas de cada uma das frentes de serviço e ajuda de custo para locação de imóvel para os trabalhadores que não quiserem residir nos alojamentos.

A briga dos funcionários também abrange o pagamento dos dias parados durante o movimento grevista e a concessão de assistência médica ao operário Thiago Ramos de Souza, 23 anos, atingido no rosto por uma bala perdida durante pronunciamento do sindicato da categoria no dia 9 de fevereiro, dois dias depois do início da paralisação.

Da Redação do pe360graus.com

Entre as mais sustentáveis do mundo

A Petrobras aparece pelo segundo ano consecutivo entre as 100 empresas mais sustentáveis do mundo, segundo a 7ª edição do ranking Global 100, elaborado pela revista Corporate Knights, publicação canadense especializada em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. O ranking foi elaborado com base em uma pesquisa realizada pelas empresas Legg Mason’s Global Currents Investment Management e Phoenix Global Advisors LLC. Foram analisadas 3.500 companhias de 24 países e de todos os setores da economia.

Foram considerados dez indicadores ambientais, sociais e de governança, como uso de energia, destinação de resíduos, emissões de CO2 e transparência, entre outros. A Companhia subiu 12 posições em relação ao ranking do ano passado, e ficou em 88º lugar, figurando mais uma vez entre as três empresas brasileiras da lista, junto com Natura (66ª) e Bradesco (91ª).

Marinha abre 2.200 vagas para Aprendizes-Marinheiros

A Diretoria de Ensino da Marinha acaba de publicar o edital do processo seletivo para admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros, localizadas nas cidades de Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Vitória (ES).

São requisitos para se candidatar a uma das 2.200 vagas: ser brasileiro nato, do sexo masculino, com idade entre 18 e 21 anos e ter Ensino Fundamental completo. Os candidatos realizarão provas escritas de Matemática, Português e Ciências.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.ensino.mar.mil.br ou em uma das Organizações Militares da Marinha, distribuídas em todo o território nacional. A remuneração inicial, após o período de um ano, no posto de Marinheiro é de R$ 963,00, e o militar ainda conta com plano de carreira, assistência médico-odontológica, entre outros benefícios. (de Galante // Poder Naval)

SERVIÇO:
Processo Seletivo Escola de Aprendizes-Marinheiros
Inscrição: de 1º a 28/02/2011
Valor: R$ 12,00
Data da Prova: 26/04/2011
Informações: www.ensino.mar.mil.br
(21) 2104-6006 (público em geral)
(21) 2104-5700 (jornalistas)

Transnordestina e Transposição: Com empregos, agora é o Sertão que seduz forasteiros

Jailton é eletricista e morava em Alagoas. Genildo é motorista de veículo pesado e veio da Paraíba. Afrânio trabalha como auxiliar técnico de elétrica e saiu da cidade de Major Isidoro, em Alagoas. Maurício deixou Itumbiara, em Goiás, para trabalhar como eletricista. Marco Aurélio da Silva é armador e deixou para trás o Rio Grande do Norte.

Todos eles deixaram para trás a cidade natal e a família para trabalhar no Sertão. Um Sertão que deu certo, como mostra a segunda reportagem da série do NETV 2ª Edição. Esses ‘forasteiros’ são parte do batalhão de quase 20 mil pessoas que trabalha na construção da ferrovia Transnordestina e nos canais da transposição do rio São Francisco.

Muitos vieram de perto, mas também há gente  que viajou muito mais para arranjar um cantinho neste novo Sertão. Como foi o caso do gaúcho Marco Furini, coordenador de programas ambientais. Profissional experiente, há seis meses ele divide com mais cinco colegas uma república em Salgueiro. Vai para casa uma vez por mês e fez a escolha por motivos claros.

“Oportunidade de trabalho, oportunidade de agregar mais ao currículo da gente, ferrovia, uma das mais importantes hoje no País sendo construída e o conjunto disso faz a gente vir participar de um momento muito importante aqui no Nordeste”, conta o gaúcho.

Antônio Carlos Lepiane, paulistano, chegou há um ano e dois meses para trabalhar como gerente de equipamento. “Eu tinha uma imagem pouco pior do que seria trabalhar no Sertão. Recife é uma capital, tem todos os recursos. Eu trabalhei lá também no ano passado, não foi uma surpresa, mas aqui no Sertão o que está mostrando é um pouco, eu acho, o retorno das pessoas que um dia saíram daqui e que hoje estão voltando. Isso está sendo uma surpresa agradável pra nós.”

Josefa Araújo Silva é uma das pessoas que voltaram. Foi tentar a vida em São Paulo. Voltou para Verdejante, onde nasceu, quando o Sertão começou a ser transformado. Nunca foi garçonete, mas fez um curso do Sebrae e agarrou a vaga com vontade. “Agente se acostuma né, a trabalhar, ganhar o nosso dinheirinho, conquistar algumas coisas de certa forma material, né? E acho que traz medo para qualquer pessoa ficar sem isso. Já comprei até uma moto.”

E é nesta moto que, todo dia, depois do expediente, Josefa dá carona a uma amiga. Está feliz. Ela mora a 30 quilômetros de onde trabalha. Dorme em casa todo dia, mas a quantidade de gente que vem de longe obriga as construtoras a fazer manobras para conseguir abrigos.

“Hoje nós temos vários alojamento. Tem alojamento até dos executivos. Tem alojamento para mulheres, são muitas mulheres que trabalham aqui na Transnordestina que vieram de fora e foram preparadas, técnicas, engenheiras, operadoras”, destaca o diretor-presidente da Transnordestina, Tufi Daher Filho.

Entre as pessoas que trabalham na Transnordestina, há 3,6 mil em repúblicas, pousadas, hotéis e alojamentos. Em Salgueiro, vilas inteiras foram alugadas. “O começo foi muito complicado porque a cidade não tinha estrutura nenhuma, então a gente teve que arrumar muita casa, a gente alugou um hotel inteiro e transformou muito a região no sentido econômico’, recorda o gerente de infra-estrutura da construtora responsável pela obra, Alexandre Biselli.

Com o crescimento da procura, os preços dos alugueis foram parar nas alturas. “A casa que eu moro hoje em dia subiu 200% do valor. A casa custava R$ 150 e hoje está R$ 350, quase 200% de reajuste”, conta o técnico de elétrica, Alan Costa Queiroz.

Alojamentos foram levantados. E só nas obras da Transnordestina são 27, abrigando quase 1,7 mil pessoas. Os contêineres, que podem ser levados para onde a obra migrar, têm sido uma solução. Os operários só vão para casa a cada quatro meses.

E para aproveitar os momentos de folga, foi criada até uma área de convivência. O local fica junto dos dormitórios e as atividades semanais são diversificadas. “Toda segunda-feira a gente antecipa a programação, onde a gente tem sessão de cinema, a gente tem missa, tem culto evangélico. A gente procura sempre intercalar missa numa semana e culto evangélico na outra. Temos apresentações culturais, tentando valorizar os artistas da região”, diz o assistente social Rodrigo Guimarães de Lucena.

Tem até uma banca: Beijo Love – Despertando Emoções. Os músicos são parentes do pedreiro José João. Ele é o autor das músicas. “Eu estou trabalhando aqui, certo que eu estou focando o meu trabalho, mas de repente surge uma melodia, uma letra. Quando eu estou sem o celular eu já peço de um amigo e gravo… depois eu pego e faço a música.”

E enquanto constrói o futuro de muitos sertanejos, João josé sonha em fazer sucesso com o grupo. Ser conhecido nas rádios sertanejas. No alojamento, já tem público cativo.

Nesta quarta-feira, a série mostra uma gente que descobriu que podia ganhar dinheiro no Sertão sem ter necessariamente que trabalhar nas obras. (PE360Graus // Fotos: reprodução Rede Globo)