PE quer aumentar negócios com a China

Desde o fim do ano passado, o pátio de cargas do Porto do Recife está repleto de escavadeiras, empilhadeiras, tratores e congêneres da marca chinesa XCMG. No sertão de Pernambuco, onde avançam as obras da ferrovia Transnordestina, parte dos trilhos sobre os quais passarão os trens vem da China, bem como as máquinas utilizadas no projeto. No ano passado, Pernambuco importou o equivalente a US$ 373 milhões do gigante asiático, alta de 66% em relação ao exercício anterior.

É para acelerar ainda mais esse intercâmbio que a Federação do Comércio do Estado de Pernambuco (Fecomercio-PE) vem intensificando as relações com a China. No ano passado, a entidade inaugurou em Pequim o seu segundo escritório de representação naquele país. O primeiro escritório foi aberto em Xangai em 2007, depois da visita de uma missão com mais de 150 empresários pernambucanos, liderada pelo governador Eduardo Campos (PSB).

“O crescimento da China é muito grande e há muito interesse de nossa parte em acelerar esse relacionamento”, afirmou o presidente da Fecomercio-PE, Josias Albuquerque, um grande entusiasta da parceria.

Ele admite que o principal objetivo do empresariado pernambucano é mesmo trazer bens chineses para o Brasil, especialmente o segmento de máquinas pesadas, bastante demandadas em tempos de crescimento recorde do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

O dirigente garante que há enorme interesse dos asiáticos em investir em Pernambuco. Segundo ele, a chinesa EMC estuda a instalação de uma fábrica de máquinas em Suape, mesmo local onde a fabricante de veículos JAC quer viabilizar uma montadora. No ano passado, a BYD, também do setor de automóveis, fez consultas ao governo de Pernambuco sobre as condições para a instalação de uma operação em Suape. A expectativa é de que pelo menos uma montadora chinesa se instale em Pernambuco, Estado que já atraiu recentemente um investimento de R$ 3 bilhões da Fiat. (Valor Econômico)

BNDES e Instituto Camargo Corrêa firmam acordo de R$ 50 milhões para investimentos sociais

O BNDES e o Instituto Camargo Corrêa (ICC) assinaram nesta quinta-feira, 10, Acordo de Cooperação Técnica e Financeira para investir em projetos de qualificação profissional e estruturação de atividades produtivas em populações de baixa renda. A parceria terá duração de cinco anos e prevê investimentos anuais de R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões de cada parte. Também estão previstas no acordo ações voltadas à modernização da gestão pública municipal.

A assinatura aconteceu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, com a presença do diretor de Inclusão Social do Banco, Elvio Gaspar, do presidente do Conselho de Administração do Grupo Camargo Corrêa e do ICC, Vitor Hallack, e da vice-presidente do Conselho Deliberativo do ICC e acionista do Grupo Camargo Corrêa, Renata Camargo Nascimento.

“O BNDES tem buscado contribuir para a inclusão social como parte de sua estratégia de desenvolvimento”, destacou Elvio Gaspar. “Temos tido cada vez mais preocupação com os entornos dos grandes projetos industriais e de infraestrutura financiados”, disse o diretor, ressaltando a importância de se firmar parcerias com as grandes empresas nacionais destinatárias desses empréstimos. “Elas estão no local, podem pôr sua mão de obra e capacidade de gestão a serviço da geração de trabalho e renda”, afirmou.

“Esse acordo de cooperação nos dá muita honra, aumenta nossa responsabilidade e reforça nosso comprometimento enquanto empresa cidadã”, destacou Vitor Hallak.

“Acredito que uma empresa não pode ser bem-sucedida se o seu entorno não for bem-sucedido”, disse Renata Camargo Nascimento. “Desejamos comunidades preparadas, fortalecidas e comprometidas com a superação de seus próprios desafios. Queremos que nossas redes de relacionamento sejam promotoras de mudanças nas comunidades. A parceria público-privada comunitária é rica para o Brasil” enfatizou.

A parceria contemplará investimentos em todas as regiões do País, em municípios definidos conjuntamente pelas instituições, com o objetivo de promover desenvolvimento territorial e redução da desigualdade social. No primeiro ano, a iniciativa beneficiará 18 municípios em Pernambuco, Ceará, Sergipe, Maranhão, Pará, Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Minas Gerais. A cada ano, novas localidades serão escolhidas.

O acordo foi estruturado com base na estratégia do BNDES de conferir, por meio de parcerias, maior capilaridade, escala e eficiência ao seu apoio na área social. Os projetos apoiados contarão com a participação da comunidade local desde sua fase de elaboração, de forma a garantir maior transparência e legitimidade aos investimentos.

Primeiras sete sondas para o pré-sal serão construídas em Pernambuco.

O Estaleiro Atlântico Sul localizado em SUAPE foi o vencedor do primeiro lote em um negócio de quase 5 bilhões de dólares e com potencial para gerar 32 mil postos de trabalho em oito anos.

A diretoria da Petrobras aprovou o processo de licitação para a construção no Brasil das primeiras sete sondas, de um total de 28 unidades de perfuração marítima, para atendimento ao seu programa de perfuração de longo prazo, prioritariamente para poços no pré-sal. A previsão de entrada em operação das novas sondas é para 2015. As demais 21 sondas também serão produzidas no país.

Durante a construção, a previsão é de abertura de 32 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, em oito anos. Na fase de operação, serão 10 mil empregos (diretos e indiretos), para um período de 10 anos.

O vencedor deste primeiro lote foi o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), localizado no Estado de Pernambuco, com o preço final de US$ 4.637.000.130,00, o que corresponde a uma redução de US$ 13.000.000,00 em relação à proposta original. O preço final de cada sonda ficou em US$ 662.428.590,00, com previsão para entrada em operação em 2015.

Afretamento

O contrato de afretamento será realizado com a Sete Brasil S.A (Sete BR), que assumirá o contrato de construção com o EAS. A Sete BR é uma empresa constituída pelo Fundo de Investimentos em Participações – FIP Sondas, gerido pela Caixa Econômica Federal (CEF), que detém 90% da empresa e terá como quotistas investidores de mercado, incluindo fundos de pensão e bancos de investimentos brasileiros. A Petrobras deterá 10% das ações da nova empresa.

A Sete BR admitirá como parceiras e co-proprietárias dos navios-sonda empresas com experiência para efetuar a operação das sondas na prestação dos serviços contratados pela Petrobras. A taxa diária de afretamento correspondente ao equipamento já foi definida e, quando adicionada à taxa média vigente para operação, totaliza um custo entre US$ 430 mil e US$ 475 mil por dia, em linha com as taxas mais competitivas do mercado internacional.

A Sete BR, para financiar a construção das sondas, contará com o capital próprio, provido pelos sócios, e com recursos de financiamento de longo prazo concedidos pelo BNDES, que irá financiar a parcela correspondente ao conteúdo brasileiro de bens e serviços para construção de cada sonda, além de recursos provenientes das agências de fomento à exportação dos países que fornecerão o conteúdo a ser importado e dos bancos comerciais. Os financiadores terão em seu benefício uma garantia de performance contratada pelo estaleiro EAS e uma garantia de crédito contratada pela Sete BR, ambas fornecidas pelo Fundo Garantidor da Construção Naval – FGCN, que teve sua capacidade especialmente ampliada para fazer frente a este tipo de garantia.

O objetivo da Petrobras com o Projeto Sondas é criar condições para que seja técnica e economicamente viável a construção de plataformas de última geração para águas profundas e ultraprofundas no Brasil, a exemplo do que fez com plataformas de produção, que hoje são integralmente produzidas no país, dentro dos parâmetros mundiais de qualidade.

A Diretoria Executiva decidiu também cancelar outra licitação em curso destinada à contratação de até duas sondas de perfuração em função dos preços apresentados, que não se mostraram vantajosos para a Companhia.

O terceiro processo licitatório, destinado à contratação do afretamento de lotes de até quatro sondas de perfuração, ainda encontra-se em análise, com expectativa de conclusão em até 30 dias. (Com informações do Blog Fatos e Dados da Petrobras)

Assinado contrato para implantação da Unidade de Coque da Refinaria Abreu e Lima

Nesta quinta-feira (10/02), foi assinado o contrato entre a Petrobras e as empresas Fidens Engenharia S.A. e Milplan Engenharia Construção e Montagens S.A. para as obras de engenharia, suprimento e construção (EPC) da Unidade Manuseio de Coque (pátio de coque) da Refinaria Abreu e Lima.

O contrato, com prazo de 870 dias, prevê o projeto do sistema de manuseio de coque; fornecimento de equipamentos (semi-pórticos, trituradores, transportadores de correia, retomadoras, sistema de carregamento de caminhões e sistema de pesagem e faturamento); construção civil do pátio e suas edificações e montagem dos equipamentos do pátio.

O coque produzido na Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) será manuseado no pátio para posterior transporte, via rodovia. A UCR é a unidade responsável pela conversão em diesel de 70% da carga a ser processada na Refinaria Abreu e Lima. (Fatos e Dados Petrobras)

Corte deve evitar alta da taxa Selic

Com o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União de 2011, o superavit primário deve  atingir a meta de R$ 117,89 bilhões neste ano. Com isso o Banco Central talvez não precise promover aumento adicional de um ponto percentual da taxa de juros básicos em 2011, estimam economistas consultados pela Agência Estado. Na avaliação destes especialistas a decisão do Poder Executivo de cortar os gastos é positiva, pois indica uma melhora na condução da política econômica, ao mostrar que as políticas fiscal e monetária estão alinhadas.

Para o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas do Bradesco, Octávio de Barros, sem os cortes no Orçamento, anunciados on­tem pelo Governo, a taxa Selic deveria subir entre um e 1,5 ponto percentual acima do que ele projeta ser necessário neste ano, que é uma elevação de 1,5 ponto percentual. Com esse aperto monetário e mais a adoção de medidas macroprudenciais do BC, Barros estima que o IPCA deve fechar este ano com um avanço de 5,7%.

Brasil envia ‘bom sinal’ com corte de gastos, diz FMI

O Brasil envia um bom sinal aos mercados com o corte orçamentário da ordem de R$ 50 bilhões (US$ 30 bilhões de dólares), declarou nesta sexta-feira o diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a América Latina, Nicolás Eyzaguirre.

“O que Dilma [Rousseff] fez em termos de consolidação fiscal é um bom sinal”, declarou Eyzaguirre durante um discurso no centro de análise Diálogo Interamericano. O Brasil é um dos países que está mostrando mais aquecimento econômico na região, com uma inflação que está acelerando e uma moeda chegando a níveis históricos de apreciação. O governo Dilma anunciou na quarta-feira que esse corte afetaria principalmente os estímulos econômicos implementados para lutar contra a recente crise.

“Uma maior apreciação do real poderá ser perigosa”, advertiu Eyzaguirre.

Os problemas do Brasil, que deverá crescer 4,5% em 2011, são os mesmos enfrentados pelos países emergentes em geral, e particularmente os da América Latina. “O que os países deveriam fazer e já estão começando a entender é colocar a política fiscal em ponto morto”, sugeriu Eyzaguirre.

Os fluxos de capital estão inundando a região, com cerca de US$ 132 bilhões líquidos em 2010, mencionou Eyzaguirre. “A América Latina está absorvendo todo o excesso de liquidez dos países ricos”, advertiu. “O que a China não está fazendo em termos de equilíbrio [de contas externas] está indo parar na América Latina”, completou.

A América Latina está sofrendo o reaquecimento também devido à falta de colaboração chinesa em temas como a cotação do yuan, opinou.

“Todas as prévias crises na região foram precedidas de altos deficits das contas correntes” como está ocorrendo atualmente, advertiu Ezyzaguirre, que, no entanto, declarou que os governos são mais conscientes disso que há uma década.

Transposição ficará R$ 2 bi mais cara

As obras de transposição das águas do Rio São Francisco vão ficar mais caras e devem custar aproximadamente mais R$ 2 bilhões. Até agosto do ano passado, as obras tinham um custo estimado em R$ 5 bilhões. “A nossa expectativa é que as obras realizadas cheguem aos R$ 7 bilhões, mas estamos renegociando os preços com as construtoras. Por isso, este número não está fechado. E todo aumento terá que ser bem explicado”, afirmou o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Augusto Wagner Padilha Martins.

Segundo ele, o aumento dos custos vai ocorrer porque houve um erro no quantitativo dos contratos. “Originalmente, foi colocada uma menor quantidade de material. O projeto da transposição foi licitado com as informações do projeto básico, quando não se tinha o projeto executivo e isso causou algumas distorções”, explicou. Geralmente, o projeto básico estima um valor para a obra e o projeto executivo resulta num preço muito próximo ao real, detalhando tudo que é necessário para realizar a obra.

Wagner acrescentou também que os custos de construção cresceram muito. “O projeto foi orçado antes do boom da construção civil e executado durante essa alta dos preços”, afirmou. Os primeiros contratos que serão renegociados são os dos lotes 1 e 2, que são os mais adiantados. Eles são realizados pelas construtoras do consórcio Carioca/Serveng/Paulista. Ontem, a assessoria do ministério não confirmou quais as empresas que executam estes lotes. O lote 1 consiste na construção de 40 quilômetros de canal, em Cabrobó, e tinha um custo de R$ 238,5 milhões, enquanto o lote 2 corresponde a 25 quilômetros de canal que seriam feitos por R$ 219,3 milhões.

PROJETO

As obras da transposição consistem na construção de 622 quilômetros de canais, divididos em dois Eixos: o Norte e o Leste, que vão levar a água do velho Chico para municípios de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O Eixo Norte terá 402 quilômetros, começando em Cabrobó e indo até as cidades de Jati e Mauriti, ambas no Ceará. Já o Eixo Leste (vai ter 220 quilômetros) vai captar a água em Floresta e seguir até a cidade de Monteiro, na Paraíba. Quando estiverem em funcionamento, poderão ser retirados até 26,4 metros cúbicos de água por segundo do Rio São Francisco.

O secretário também afirmou que o Eixo Leste não vai entrar em operação até junho deste ano, como foi divulgado em agosto do ano passado. “Estamos com alguns problemas nas estações de bombeamento”, disse. A nova previsão é que o Eixo Leste entre em operação no final deste ano ou no começo de 2012.

As obras da transposição foram iniciadas em 2007 e, inicialmente, a sua conclusão ocorreria em 2010. As obras foram divididas em 14 lotes e até agosto do ano passado dois lotes ainda estavam em licitação (o 5 e o 8). A União já gastou R$ 2 bilhões em obras. (Jornal do Commercio)