Importações pernambucanas crescem 65%

01/02/2011

INDÚSTRIA

A balança comercial de Pernambuco atingiu, em 2010, um déficit histórico de US$ 2,16 bilhões (R$ 3,61 bilhões de acordo com a cotação do dólar de ontem). Acontece que o resultado não deve ser encarado como ruim para a economia local. Pelo contrário. É um indicador consistente da revolução industrial que ocorre atualmente no Estado. Importações de máquinas e equipamentos milionários por empresas como o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e Impsa, maior volume de artigos químicos por Petrobras e Mossi & Ghisolfi (M&G), trilhos de aço pela Transnordestina Logística e automóveis pela General Motors (GM) fizeram com que o volume de importações atingisse US$ 3,27 bilhões, um crescimento de 65,17% em relação a 2009, quando foi importado US$ 1,98 bilhão.

“Pernambuco sempre teve um perfil importador. E o salto no ano passado está ligado aos investimentos em curso no Estado. O déficit não deve causar espanto. E temos que ter em mente que quando Fiat e Refinaria Abreu e Lima estiverem produzindo, há grandes chances dessa balança mudar, pois Pernambuco passará a exportar veículos e petróleo refinado. Sem contar o aumento nas exportações de borracha, que também deverá crescer”, comentou a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Patrícia Canuto.

Na lista das cinco maiores empresas importadoras estão, em ordem, a Petrobras (em 1º lugar), MG, EAS, Impsa e Cisa Trading (que presta serviços para a central de distribuição da GM em Suape). Dois dos cinco produtos mais importados tem ligação direta com a cadeia petroquímica. São o ácido tereftálico, utilizado para produção de resina PET, e o etanodiol, insumo para fabricação de poliésteres. E figuraram pela primeira vez na balança guindastes para pórticos, automóveis e torres de ferro.

Por outro lado, as exportações também experimentaram um bom crescimento no ano passado: 35,02%. O destaque foi para o açúcar bruto, com um incremento de 89,46% nas vendas externas. A boa notícia ficou por conta da recuperação dos embarques internacionais de uvas e mangas frescas. Foram vendidas 41,3 mil toneladas da primeira, que renderam US$ 93,3 milhões aos produtores pernambucanos, um incremento de 41,51%. Já a segunda alcançou 36,9 mil toneladas comercializadas para fora do País. Um faturamento US$ 36,1 milhões, 36,3% maior que o registrado em 2009.

Outro fato inusitado na balança foi a mudança no primeiro lugar dos destinos das exportações pernambucanas. Até meados de 2010, os EUA eram o principal comprador. Até que a Rússia aumentou a demanda por açúcar e assumiu o posto. Agora, quem está no topo é a Argentina, que desembolsou US$ 127,1 milhões – 67,2% a mais que em 2009 – em borracha, cerâmicas, alumínio, baterias, e, principalmente, eletrogeradores de energia eólica, entre outros. (Jornal do Commercio)

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