FABIA PRATES // Folha.com
ENVIADA ESPECIAL À P-43
O cenário parece o de um filme de ficção científica. Centenas de homens e pouquíssimas mulheres aguardam a chamada do alto-falante para embarque rumo a destinos exóticos: P-09, P-53, SS-50, PRB-01, PCM-03.
Na pista, dezenas de helicópteros alinhados, como se estivessem prontos para partir rumo a uma batalha, esperam seus ocupantes.
Eles chegam. Vestem coletes de um laranja muito vivo, precaução necessária caso haja um acidente no caminho –a cor forte, em contraste com o azul profundo do mar, facilita a localização.

Gizelle Ferreira Rangel trabalha na plataforma FPSO P 43 da Petrobras, no Campo de Barracuda, no municipio de Macae. // Foto de Rafael Andrade - Folhapress
Usam ainda um colete-boia azul, sobre o laranja, e sapatos fechados. Chinelos e sandálias são proibidos em nome da segurança no desembarque. Bagagem de mão também não é permitida. Celulares são lacrados em sacos plásticos, de onde só podem sair na volta.
O aeroporto de Macaé, cidade do litoral norte fluminense a 192 km do Rio, é o ponto de partida para as 54 plataformas que a Petrobras opera na bacia de Campos, de onde sai 84% da produção de petróleo do país.
Ao todo, a Petrobras tem 120 plataformas em operação, onde “vivem” mais de 10 mil pessoas em um esquema de trabalho que estabelece jornadas diárias de 12 horas, por 14 dias consecutivos.
Em troca, aqueles que aceitam esse trabalho de alto estresse e risco recebem 30% de adicional salarial, não têm nenhuma despesa enquanto embarcados e ganham 21 dias de folga.
DESTINO: P-43
A equipe da Folha embarcou em um desses helicópteros rumo à P-43, no campo de Barracuda, navio-plataforma em operação desde 2004. São 106 km mar adentro, viagem que dura 45 minutos.
Do alto tem-se melhor a dimensão da grandiosidade que cerca a produção petroleira do Brasil. Após alguns minutos de voo nos quais só se vê céu e mar, começam a surgir plataformas e navios.
O helicóptero pousa na P-43. A plataforma é do tipo FPSO, sigla do inglês “floating production, storage and offloading”, o que significa que ali se produz, armazena e processa óleo e gás.
A primeira sensação: a plataforma balança. Não o suficiente para causar enjoo, mas sim para forçar um constante reequilíbrio.
A segunda: a P-43 não é um lugar comum. As dimensões impressionam. A estrutura tem 337 metros de comprimento (mais do que quatro Airbus-A380 enfileirados), 65 metros de altura (igual a um prédio de 21 andares) e pesa 311 toneladas.
Logo ao desembarcar, o engenheiro Moisés Alves Pereira, 30 anos de Petrobras, gerente da plataforma e anfitrião na visita, dá instruções de segurança.
Ele explica que, a qualquer sinal sonoro de alerta, é preciso se dirigir –com calma, se é que isso é possível para quem nunca esteve lá– aos lugares predeterminados.
Na área industrial, onde estão os dutos que trazem o petróleo do mar, só é possível entrar com EPIs (Equipamentos de Proteção Individual): macacão laranja, óculos, luvas, botas, protetor auricular e capacete.
Com todos vestidos da mesma forma, a única maneira de diferenciar embarcados de forasteiros é a roupa limpa dos últimos. São inúmeros tubos, armações, geradores, pressurizadores, aquecedores. O ruído é insuportável, mesmo com os protetores de ouvido.
Não se vê ninguém caminhando pela plataforma. Tudo ocorre dentro de salas de controle, que comandam e vigiam a produção 24 horas por dia em telas de 17 computadores e monitores de três televisores.
Num dos extremos da plataforma ficam dormitórios, restaurante e escritórios. Ali não se tem a noção de estar a mais de 100 km da costa. Há uma sala de reuniões com mesa gigante, cadeiras confortáveis, sofás, projetores, TV, internet, ar-condicionado, cafezinho e frigobar.

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VIDA ISOLADA
Trabalhar embarcado é passar longos períodos isolado do mundo, suportando diversas restrições –estar longe da família, não usar o celular e, principalmente, não poder sair do local de trabalho no momento que quiser. Durante 14 dias, casa e trabalho são o mesmo lugar.
A média por embarque da P-43 é de 180 pessoas –das quais apenas 15 são mulheres. O grupo tem idade em torno de 35 anos. São engenheiros, técnicos de operação, profissionais de segurança, mergulhadores, rádio-operadores, técnicos de enfermagem e profissionais da hotelaria (cuidam da hospedagem e da alimentação).
A vida de um embarcado é difícil, mas muitos optaram por ela. Nos cinco primeiros anos na Petrobras, a técnica de logística de transporte Gisele Ferreira Rangel, 32, batia cartão no porto de Macaé e morava em Campos. Pediu para trocar a terra pelo mar.
“Com 21 dias de folga, aproveito melhor o tempo com a minha filha”, diz Gisele, que é mãe de uma menina de 12 anos.
Técnica de enfermagem, uma das responsáveis por prestar atendimentos de primeiros socorros aos embarcados, Maria Aparecida da Costa Silva diz que, quando está de folga em casa, costuma se confundir. ‘Digo que vou para o camarote em vez de para o quarto.’
COMO UM HOTEL
Para atender os embarcados, a plataforma funciona como um hotel. O café da manhã começa a ser servido às 6h. A última refeição, a ceia, é feita entre 23h e 1h.
Uma empresa terceirizada de hotelaria cuida da limpeza das acomodações e do preparo da comida.
No cardápio, elaborado por uma nutricionista, há sempre carnes vermelha e branca, salada, arroz e feijão, doces e frutas, além de sucos e refrigerantes. Por mês, são consumidas em média seis toneladas de alimentos.
As acomodações são coletivas, com banheiro e TV com programação a cabo. As cabines –os camarotes– têm entre 12 metros quadrados e 18 metros quadrados e lembram as de navios de cruzeiro.
Na P-43 são 47 camarotes para quatro pessoas (dois beliches), oito para duas pessoas e um para três. Não há privacidade. Tudo é feito sob o olhar dos colegas.
Bebidas alcoólicas são proibidas. Há cabines telefônicas para que os embarcados se comuniquem com as famílias e sala com computadores para acessar as redes sociais. Há áreas de convivência e lazer e até uma quadra de futebol e uma piscina.
Nas noites de quarta-feira, o grupo se reúne para um churrasco. É o dia de comemorar a volta para casa –os embarques acontecem às quintas, quando chegam os novos grupos. A cerveja é liberada. Mas sem álcool.

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15/04/2013 às 21:02
fiquei enprecionado, e pensativo tenho o curso de caldereiro p senai do cabo de santo agostinho e gostaria de ter uma oportunidade de trab.
10/04/2013 às 14:50
tenho o curso de solda,meu sonho e trabalhar na plataforma.
28/03/2013 às 12:30
eu gostaria muito de ter uma oportunidade de trabalhar em um plataforma?
queria saber se tem vagas de auxiliar de almoxarifado em plataforma .
eu moro em recife .
tenho o curso de almoxarifado
meu numero e (81)9524-4908
25/03/2013 às 14:04
Seria possivel um casal embarcar na mesma plataforma?
02/03/2013 às 22:58
sou mecanico e meu sonho hoje e ser plataformista
19/02/2013 às 14:32
Tenho cursos profissionalizantes na área de mecânica e dez anos trabalhados na área de qualidade, queria saber como faço para entrar nesse mercado de trabalho.
02/02/2013 às 18:51
olá meu nome é Guilherme e terminei o curso deTec petróleo e gás no Senai de Benfica, gostaria muito de fazer parte dessa respeitada empressa.
Tenho os Cursos Extracurricular de primeiros socorros, Fundamentos básicos de Engenharia de Petróleo e Gás,tec. basico de NR10.
Integrei o Programa Voluntariado do Comite Nacional de Organização das Confêrência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentavél ( Rio + 20 ).
24/01/2013 às 19:43
olá, estou iniciando o curso de petróio e gás e gostaria de fazer parte da equipe de plataformista. obrigado
22/01/2013 às 8:25
Caros amigos, todos sabemos que tralhar em plataformas de petrólio é um desafio e tanto.
Boa sorte a todos que estão tentando.
Paulo Chaud
Prof. Senai
(TEC. SOLDAGEM)
14/01/2013 às 12:19
gostaria de trabalhar em plataformas de petroleo sou formado tecnico em segurança do trabalho .Quem souber de alguma vaga favor entrar em contato .marcos
12/01/2013 às 18:28
fabio luis de campinas deseja fazer parte do quadro do trabalhadores como coziinheiro
29/12/2012 às 19:35
gostaria de trabalhar em uma plataforma,sou guindasteiro e já coloquei vários cv.
24/12/2012 às 16:08
quero muito trabalhar em uma plataforma já fiz cursos de cbsp e huet e cbsn. sou eletricista
25/11/2012 às 20:44
deficiente pode trabalhar embarcado (má formação congenitar na mão direita
22/11/2012 às 22:29
Rosângela Melo.
22/11/2012- Estou cursando Técnico de Segurança de Trabalho – Senac- Belo Horizonte – MG- Gostaria muito de trabalhar embarcada.Sou divorciada e quero reconstruir minha vida. O que me atrai: o trabalho e estabilidade e salário e gosto muito de desafios.
28/10/2012 às 17:52
oi gostaria de saber como faço para conseguir trabalhar na plataforma eu nao tenho experiencia tenho o segundo grau completo se eu tivesse uma chance aproveitaria bem esssa oportunidade.obrigada
15/12/2012 às 21:27
A melhor maneira de vc estrar sem experiencia seria ser taifeira e depois de embarcada fazer um curso tecnico e distribuir curriculo as empresas contratada
27/10/2012 às 14:34
qual a faixa etaria para poder ingressar neste mercado de trabalho?
16/09/2012 às 17:32
como posso ir trabalhar para as plataformas
14/08/2012 às 21:27
boa noite! sou enfermeira gostaria de saber ,como que façopara trabalha na plataforma , tem que ter algum curso na na aréa de plataformas.
06/11/2012 às 16:54
Meu nome e Wilians terminei um curso na San Petro, estou a procura de uma oportunidade na aréa de plataformista, tenho huet, cbsp, não vejo hora dessa nova expêriencia provicional, abraços não desista vc tambem.
10/07/2012 às 20:34
Favor vou fazer o curso para plataformista
gostaria de mais informações…
atenciosamente obrigado.
05/07/2012 às 17:31
gostaria de trabalhar em plataforma quem souber entre em contato numero 05192233578 ou05132645608
22/05/2012 às 23:22
Gostaria de fazer parte desse grande time, tenho fé em Deus que vou chegar lá.
27/02/2012 às 18:05
esta ai se deus mim permitir
27/02/2012 às 18:03
ei ja mim vejo trabalhando em uma plataforma se Deus permitir
21/01/2012 às 22:24
meu nome é.Eugenio! um dia estarei trabalhando, em uma plataforma é um sonho a ser realizado. está dificil por motivo finaceiro.porque os cursos são caros mais irei conseguir.já estou tentando a um bom tempo.sou Bombeiro hidraúlico predial,e pintor predial.pelo senai sei que esses cursos não fazem parte.são outros.eugenio.reis@yahoo.com.br
16/07/2012 às 21:22
bao noite camarada vc nao pode desitir tenha fe eu consegui vc tambem pode nao desista nunca mais nunca mesmo bao sorte fique com deus
18/12/2011 às 19:39
0la gostaria de trabalhar embarcado sou soldador estou me qualificando em tig 6g e eletrodo 6g tenho curso de alpinismo industrial e outros cursos gostaria muito de uma vaga quem souber entre em contato muito obrigado.
05/10/2011 às 15:44
um dia eu ainda vou trabalhar embarcado e ter esse vidão!se DEUS permitir
17/03/2011 às 8:38
ola a todos. trabalho no ramo da hotelaria, sempre em hoteis,,e vejo-me agora tentado a passar por novas experiencias, por isso desejaria receber informaçãoes como ir trabalhar como cozinheiro para as plataformas…mt obrigado
15/12/2012 às 21:37
geralmente as empresa que presta servico de alimentacao na plataforma estao contratando pessoal para trabalhar na cozinha, o curso de salvatagem geralmente e paga pela empresa.
17/03/2011 às 8:35
ola a todos. trabalho no ramo da hotelaria,e gostaria sempre em hoteis,,e vejo-me agora tentado a passar por novas experiencias, por isso desejaria receber informaçãoes como ir trabalhar como cozinheiro para as plataformas…mt obrigado
14/01/2011 às 11:04
meu sonho e trabalha em prataforma. mas não encontro nenhuma empresa do ramo