Dilma confirma licitação do trem-bala

A reunião hoje entre a presidente eleita, Dilma Roussef, e integrantes da Casa Civil e do setor de transporte do governo selou a data do leilão do trem-bala que ligará Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. O leilão vai acontecer em 29 de novembro por decisão de Dilma. A data constava do edital da licitação do trem-bala, mas havia pedidos dos empresários para que a data fosse adiada e, por isso, houve o encontro ontem entre a presidente eleita e os integrantes do governo responsáveis pelo leilão. Pelo cronograma do edital, a sessão pública do leilão, quando serão abertas as propostas comerciais, acontecerá em 16 de dezembro e a assinatura do contrato de concessão será no dia 11 de maio de 2011.

A localização exata da estação intermediária da região (ou estações, caso o consórcio vencedor decida fazer a estação opcional de Resende) será conhecida em fevereiro, quando o nome do consórcio vencedor da concessão – que vai decidir sobre a estação – será divulgado, mas o contrato será assinado em maio.

Houve, segundo alegações dos interessados, atrasos do governo na divulgação das regras devido ao processo eleitoral, o que teria atrapalhado a tomada de decisão das empresas e o fechamento dos estudos que garantam a viabilidade do projeto.

O governo publicou medida provisória para garantir recursos de até R$ 20 bilhões para o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao projeto.

A Medida Provisória 511 incluiu uma cláusula que permite que a União cubra um montante de até R$ 5 bilhões caso a receita do projeto se mostre inferior ao previsto nos primeiros dez anos de operação. A medida busca garantir o interesse de investidores estrangeiros no projeto.

O BNDES tem conversado com investidores japoneses, coreanos, chineses, espanhóis, alemães e franceses. O valor máximo da tarifa será de R$ 199 para o trecho entre Rio e São Paulo. A viagem terá duração de 1 hora e 30 minutos.

Critérios

Será escolhido para implantar e operar o trem-bala o consórcio que pedir o menos montante de financiamento do BNDES; o critério seguinte – em caso de empate – será a menor tarifa para o usuário. Os valores apresentados até agora são os máximos previstos nos estudos, e o consórcio poderá reduzi-los.

Apelo socioambiental impulsiona cabotagem

Fonte: Valor Econômico// Intermarket

A cabotagem ganhou mais um forte aliado: a adesão social à causa da preservação ambiental, devido ao modal marítimo ser, na comparação com outros, o que emite menor quantidade de CO, o dióxido de carbono. Cálculos feitos pelo Ministério de Ciência e Tecnologia registram que o modal marítimo pode ser até quatro vezes mais limpo que o modal rodoviário.

De acordo com esses estudos, um caminhão pode emitir até quatro vezes mais de CO do que um navio para transportar 1 tonelada por km. Além disso, o modal rodoviário responde por 88% das emissões de CO, enquanto o aquaviário por 4%. Segundo operadores, esse apelo tem a capacidade de alavancar o setor, na medida em que alguns embarcadores começam a contabilizar o custo socioambiental em seus balanços, especialmente quando se trata de subsidiárias brasileiras de empresas estrangeiras, que prestam contas socioambientais em seus países.

“Atualmente, já temos clientes que nos pedem os cálculos comparativos de emissões de gases de efeito estufa para subsidiar formalmente a decisão pelo modal marítimo”, diz Gustavo Costa, gerente geral de cabotagem e serviços do Mercosul da Aliança Navegação e Logística.
Continue reading →

Como movimentar 1 bilhão de toneladas

Portos: Diagnóstico nacional do setor pode acelerar a modernização nos principais pontos de embarque Pedro Brito: “As dragagens têm atraído os investimentos privados do mundo inteiro para os portos brasileiros”

Suape, PE

Mola mestra do comércio exterior brasileiro, o sistema portuário vive o desafio de trocar a roda com o carro andando. Ao mesmo tempo em que os portos tentam deslanchar obras para dar conta de um fluxo comercial que evoluiu de 506 milhões de toneladas, em 2001, para prováveis 760 milhões de toneladas neste ano, têm de se preparar para uma demanda futura de cargas que se calcula promissora. A Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) estima que em quatro anos esse volume chegará a 1 bilhão de toneladas, turbinadas especialmente pelo crescimento do agronegócio e mineração. Mas a longo prazo o montante ainda é imensurável.

Diante desse panorama, o governo desenvolve o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), um diagnóstico com horizonte de 20 anos lastreado numa estimativa de crescimento anual da economia ainda não revelada, mas que deverá girar em torno de 5%.

O PNLP terá como principal subproduto, em 2012, o plano diretor dos 12 portos-chave do país: Rio Grande (RS), Itajaí (SC), Paranaguá (PR), Santos (SP), Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ), Vitória (ES), Salvador, Aratu (BA), Suape (PE), Pecém (CE) e Vila do Conde (PA).

Pecém, ceará

O trabalho, a cargo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está sendo acompanhado de perto pelo porto de Roterdã, reconhecido pela expertise no desenvolvimento desse tipo de ferramenta, recentemente utilizada no porto de Sohar (Omã).

A primeira fase do PNLP trará a radiografia do atual sistema e será entregue no fim deste mês, seguido por um plano emergencial para os portos. A real dimensão da projeção de volumes virá somente em março de 2011.

“Queremos montar, a partir desse diagnóstico, quais as necessidades de investimentos públicos e privados. Não só dos portos, mas também de plataformas logísticas, ferrovias, rodovias, hidrovias, todas as alternativas necessárias para aumentar a eficiência”, diz o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito. Ele inclui o estudo em uma visão sistêmica de cadeia logística. “O setor portuário é o elo que está em melhor condição de atender ao crescimento da economia”, afirma, ao contrário do que as recentes filas de navios à espera para atracar e de caminhões nos acessos viários fazem supor.

“O que vimos no passado recente é que até 2003 a corrente de comércio brasileira estava estagnada na casa dos US$ 100 bilhões. Hoje, estamos perto de US$ 400 bilhões, e os portos estão dando conta do recado”, pondera Brito.

Santos, SP

Sem dúvida, houve avanços, dizem os especialistas. Mas ainda há muitas carências. Recente mapeamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o sistema portuário nacional necessita, na atualidade, de investimentos da ordem de R$ 42,88 bilhões para 265 obras. São R$ 2,78 bilhões para gargalos de dragagens e derrocamentos; R$ 17,29 bilhões para acessos terrestres (rodovias e ferrovias); R$ 20,46 bilhões para ampliação, recuperação e construção de portos públicos; e R$ 2,34 bilhões para demais obras de infraestrutura, como energia elétrica, esgoto, fornecimento de água e adequação a normas de segurança. “Com exceção de alguns investimentos privados em construção de novos portos e terminais, algo em torno de 90% dos investimentos estão na esfera pública”, destaca o coordenador de infraestrutura econômica da instituição, Carlos Alvares da Silva Campos Neto.

PAC

Rio Grande, RS

O Programa de Aceleração do Crescimento (2007-2010) destacou R$ 2,7 bilhões aos portos brasileiros e a segunda etapa (2011-2014) promete R$ 5,1 bilhões. A carteira de projetos públicos já contratados soma R$ 4,5 bilhões, 57,6% do previsto para ser executado até o horizonte estabelecido pelo PAC 2.

Pouco mais de R$ 1,5 bilhão está destinado ao Programa Nacional de Dragagem (PND), que visa aprofundar 18 portos do país até 2012. Somente com essas obras a capacidade de movimentação dos complexos marítimos aumentará em 30%, calcula o governo.

“As dragagens têm atraído os investimentos privados do mundo inteiro para os portos brasileiros, reduzido os custos dos fretes marítimos para o Brasil e estimulado a expansão da cabotagem (navegação doméstica)”, afirma Brito. Das 18 obras, 13 foram iniciadas e três estão concluídas (Recife, Rio Grande e Angra dos Reis).

Ao fim do PND, o Brasil contará com quatro portos concentradores, eleitos em termos de profundidade-zona de influência. São os casos de Santos, Rio Grande, Pecém e Suape. A partir deles, a carga poderá ser redirecionada em embarcações menores para os demais portos. Uma necessidade cada vez maior do país para reduzir a dependência do transporte rodoviário. Hoje, cerca de 60% da movimentação de mercadorias é feita sobre rodas, ante 13% do modal aquaviário.

Fonte: Valor Econômico

Novo uso para resíduo do aço

O Ceará conquistou, pela terceira vez consecutiva, o Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável, com o projeto “Aproveitamento de resíduos provenientes da indústria siderúrgica para construção de pavimentos econômicos no Estado do Ceará”.

Elaborado pelos estudantes Francisco das Chagas Isael Teixeira Cavalcante e Synardo Leonardo de Oliveira Pereira, alunos do último semestre do Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Ceará (UFC), o projeto foi orientado pela professora Suelly Helena de Araújo Barroso, doutora em Engenharia de Transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP, docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes e coordenadora da Área de Solos do Laboratório de Mecânica dos Pavimentos (LMP) da UFC.

Pavimentção de ciclovia com escória de aciaria.

De olho no potencial de produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) – cuja etapa inicial prevê a produção de 6 milhões de toneladas de placas de aço, a partir de 2012 -, a ideia dos estudantes cearenses é utilizar a escória de aciaria (resíduos provenientes da produção de aço) para fabricação de revestimento asfáltico. “Analisamos a aplicação de detritos da indústria siderúrgica como substituto à brita, para construção de pavimentos. A escória de aciaria pode ser utilizada na fabricação de camadas granulares e no revestimento de pavimentos”, explica Suelly. O material, além de ambientalmente correto, também resulta em benefícios econômicos. “O pavimento feito de escória pode ser utilizado nas chamadas rodovias de baixo volume de tráfego (RBVT), nas quais é necessário o emprego de revestimentos mais delgados e econômicos”.

Resultados

Segundo ela, os resultados mostraram que há viabilidade técnica, econômica e ambiental para o emprego desses resíduos na área de pavimentação no Brasil inteiro, já que as RBVT representam de 60% a 85% das estradas nacionais. No Ceará, o Departamento de Edificações e Rodovias (DER) definiu como este tipo de rodovia aquela com volume médio de tráfego inferior a 200 veículos/dia.

Matéria-prima para a produção de pavimentos não falta. Segundo estimativas do Instituto Aço Brasil (IABr), nova denominação dada ao Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), a produção esperada para o ano de 2010 gira em torno de 33,1 milhões de toneladas de aço, superando a produção do ano anterior. E para cada tonelada de aço produzida, cerca de 140 a 170 kg de escória são gerados.

O trabalho premiado tem apoio da Petrobras, através dos projetos da Rede de Asfalto Norte/Nordeste. A pesquisa foi iniciada em 2007 e, para que rendesse bons frutos, houve contribuição de outros orientados da professora Suelly que participam do Grupo de Solos do LMP, como o mestre em Engenharia de Transportes, Paulo Roberto Reis Loiola, o primeiro a trabalhar, naquele laboratório, com o uso de escórias em tratamento superficial de rodovias; Antônio Nobre Rabêlo (mestre em Engenharia de Transportes) e Marcos André de Sousa Araújo (técnico do LMP).

Critérios

O projeto cearense foi um dos cinco vencedores, ao lado de iniciativas de alunos de universidades de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com a Odebrecht, todos foram analisados por uma comissão julgadora sob a ótica da viabilidade econômica, responsabilidade ambiental e inclusão social.

Resíduos e entulhos receberam destaque nesta edição da premiação. Segundo o diretor de sustentabilidade da Odebrecht, Sérgio Leão, isto retrata a importância do assunto para a engenharia, que tem na geração de resíduos uma das principais preocupações de desenvolvimento de novas tecnologias e processos que visam economia, menores impactos ambientais e sociais, com soluções econômicas e adequadas aos locais de sua construção.

A novidade do Prêmio é a internacionalização. Além do Brasil, Venezuela, Peru, Angola e República Dominicana, terão a primeira edição d e reconhecerão soluções para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Diário do Nordeste,CE

Consultoria aponta Petrobras como 2ª empresa das Américas em patrimônio

A consultoria Economática listou as maiores empresas dos EUA e da América Latina por tamanho do patrimônio líquido e apontou a estatal brasileira como a segunda maior de um ranking dominado pelas empresas norte-americanas. A amostra leva em conta somente as companhias de capital aberto, conforme as informações registradas nos órgãos competentes de cada país.

Pelo conceito de patrimônio líquido (a diferença entre os ativos e os passivos de uma empresa), a maior empresa do continente é o Bank of America (US$ 230,4 bilhões, até setembro), seguido pela Petrobras (US$ 175,5 bilhões), JP Morgan Chase (US$ 173,8 bilhões), Citigroup (US$ 162,9 bilhões) e Berkshire Hathaway (US$ 149,6 bilhões).

Na lista elaborada pela consultoria, outras duas empresas brasileiras (ou estabelecidas no país) constam do ranking das 30 maiores: a Vale (15ª posição), com patrimônio líquido de US$ 67,42 bilhões; a Eletrobrás (24ª posição), com patrimônio de US$ 46,60 bilhões, e Santander Brasil (30ª posição), com patrimônio de US$ 38,89 bilhões.

A Economática nota que a posição da Petrobras nesse ranking subiu entre o segundo e o terceiro trimestre –da 10ª posição para 2ª posição– por conta do processo de capitalização da empresa.

Hemobrás convoca todos os perfis previstos no edital do concurso de 2008

Candidatos deverão se apresentar no próximo dia 22, na unidade operacional da empresa no Recife, no JCPM Trade Center, no Pina, em horários específicos e munidos de todos os documentos necessários

Da Redação do pe360graus.com

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) atingiu a convocação de todos os 26 perfis profissionais previstos no concurso realizado em 2008, com a publicação no Diario Oficial da União (DOU) de dois editais este mês, totalizando 15 chamamentos só em novembro. Os candidatos deverão se apresentar no próximo dia 22, na unidade operacional da empresa no Recife, no JCPM Trade Center, bairro do Pina, em horários específicos e munidos de todos os documentos necessários, que podem ser conferidos na seção de Gestão de Pessoas do site da Hemobrás.

A Hemobrás segue a ordem de classificação para cada emprego. Desta forma, no edital n° 25, foram convocados dois profissionais de nível superior, ambos de Brasília, para os empregos de analista de gestão corporativa, sendo um administrador de redes e o outro, relações públicas.

Já no edital n° 24, o chamamento é para preencher os seguintes empregos públicos: quatro analistas de gestão corporativa, sendo dois administradores e dois contadores; quatro especialistas em produção de hemoderivados e biotecnologia – controle de qualidade; e cinco assistentes administrativos – auxiliar administrativo. Estes candidatos são de Pernambuco, Brasília e Paraná. Além de todos os citados acima, outros 130 aprovados já foram chamados pela empresa.

A Hemobrás reforça que os prazos, horários e datas publicados nos editais n°24 e n° 25 devem ser cumpridos. O não comparecimento do candidato em local, dia e horário marcados poderá ser considerado como desistência voluntária para a sua contratação, gerando à empresa, de imediato, o direito de convocar o próximo candidato classificado.