Cargo de Oficial da Marinha Mercante ganha destaque

Por Redação NetMarinha

Hildelene Lobato Bahia é a primeira mulher comandante da Marinha Mercante Brasileira, mais alto posto da hierarquia naval do país. Comanda o petroleiro Carangola da frota da Transpetro, do Sistema Petrobrás.

Salário atraente, possibilidade de conhecer muitos países, intercâmbio com outras pessoas e culturas, sensação de contribuir com seu trabalho para o comércio exterior e o desenvolvimento econômico, além de um dia a dia que envolve o contato com equipamentos e tecnologias de ponta são alguns dos principais atrativos da carreira de oficial de marinha mercante.

Esse mercado de trabalho está aquecido, tendo em vista o grande aumento no volume de cargas transportadas por via marítima nas últimas duas décadas, no bojo do processo de globalização. No Brasil, em particular, esse mercado de trabalho está crescendo em função dos projetos de ampliação da frota nacional de cargueiros e petroleiros, para fazer face ao aumento da demanda por transportes. Vale lembrar que mais de 90% de nossas exportações e importações são feitas pelo mar.

O mercado também está em expansão por força do desenvolvimento do setor de petróleo off shore (Bacias de Campos e Santos), devendo ganhar a partir de agora um grande impulso em função da prospecção de petróleo na camada do pré-sal. O segmento off shore já vem crescendo a uma taxa anual média de 10% nos últimos anos, mesmo sem a entrada em operação dos poços do pré-sal.

Assim como os grandes cargueiros portacontêineres, os graneleiros, as embarcações de carga geral e os petroleiros, os navios de apoio às plataformas de petróleo são tripulados por oficiais de marinha mercante. De acordo com o Sindicato Nacional dos Oficiais de Marinha Mercante (SINDMAR), entidade que reúne cerca de 7 mil associados em todo o país, o mercado de trabalho tem capacidade para empregar cerca de 300 novos profissionais a cada ano, sem risco de déficit ou gargalo.

As perspectivas tendem a melhorar. A Transpetro – maior armadora nacional – tem em encomenda cerca de 26 petroleiros, navios que demandarão novos tripulantes. A cabotagem – navegação entre portos nacionais – e o longo curso também apresentam perspectivas de crescimento, já que a crise global iniciada em 2008 começa a ser superada.

Perfil e Rotina

O Carangola no mar

Os oficiais de marinha mercante são formados por dois centros/escolas mantidos pela Marinha: o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha – Ciaga (Rio de Janeiro) e Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar – Ciaba (Belém/Pará). O ingresso é feito por meio de concurso público seletivo que obedece ao preceito constitucional de igualdade de sexos. O percentual de mulheres vem aumentando desde 2000, ano da primeira turma feminina, e hoje elas já representam 40% dos alunos.

O curso tem duração de quatro anos e o oficial mercante formado recebe o título de bacharel em Ciências Náuticas. Esses profissionais, depois de formados, também passam a integrar a Reserva da Marinha de Guerra. O vencimento básico inicial (segundo oficial, que é a primeira patente) é de cerca de R$ 3 mil. A ascensão ao posto máximo de comandante leva cerca de 10/12 anos, com vencimentos que chegam a R$ 12 mil.

O regime de trabalho em geral é de três meses embarcado para um de repouso nos navios petroleiros (e também nos gaseiros e quimiqueiros); e de até cinco meses de embarque e um de folga nos navios de granéis e portaconteineres. Já no segmento off shore, onde a rotina operacional é mais intensa, os tripulantes permanecem até 43 dias embarcados para um mês de descanso em terra. As jornadas duram de 8 horas (granéis, petroleiros, portacontêineres) a 12 horas (off shore). O Sindmar, que tem índice de sindicalização de 90% entre a categoria, mantém acordos coletivos com mais de 40 empresas de navegação, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho.

Para driblar a saudade de casa, os navios mercantes oferecem aos tripulantes hoje uma gama de atividades que vão desde o acesso à Internet e salas de jogos até a improvisação de jogos de futebol e vôlei a bordo. Assim, a rotina inclui a criatividade brasileira, mesmo em águas internacionais e portos distantes da costa brasileira.

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7 Comentários em “Cargo de Oficial da Marinha Mercante ganha destaque”

  1. José Benigno da Silva Filho Says:

    Vagueio no tempo e recordo: começo de junho de1967, o conterrâneo e marinheiro Adilson Barbosa, chega de surpresa com mais três colegas da gloriosa Marinha Brasileira ao apartamento do meu tio, João Teixeira Malta, Coronel PM e Comandante do Esquadrão de Cavalaria, em Fonseca, Estado do Rio de Janeiro. Que agradável surpesa! Em uma sala ampla e decorada com esmero, sob as luzes de um vistoso candelabro a iluminar aquele suntuoso ambiente, eu, meu tio João Teixeira Malta, meu conterrâneo e amigo Sebastião Sá de Albuquerque, meus primos João, Cinda, Carlinhos, Toninho e Marilene da Conceição Malta (Leninha Malta) e dona Ana, esposa do meu tio, ouvíamos atentamente ele falar com notável saber acerca das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáuica) nos feitos da Segunda Grande Guerra. Os marinheirsos aumentaram o coro da plateia boquiabertos e admirados diante de tanta fidalguia e vasta cultura humanística. Quando meu tio começou a relatar sobre a participação da gloriosa Marinha de Guerra, que contribuiu valorosamente nos mares e nos oceanos, percebi que lágrimas de emoção, de desmedido patriotismo caiam dos olhos de Adilson Barbosa, Veriando e Antônio Athayde, que não escondiam a gamação que já nutriam pela formosura de minha prima Leninha Malta, como até hoje, é carinhosamente chamada.Sob os aplausoos e abraços fraternos de todos que ali estavam reunidos, todos cruzmaltinos, e ouvindo de uma autoridade do assunto narrativa tão preciosa, eu trago comigo desde o verdor dos anos, a seiva do jornalismo e do magistério correndo nas veias, pulsando no coração esse cabedal rico de valores dos meus antepassados gloriosos, aumentou substancialmente a admiração e amor que há em mim pela Marinha do Brasil que enche de glória as páginas da história deste país-continente, que nasceu para o esplendor de hoje e a grandeza do amanhã. José Benigno – é jornalista, professor e acadêmico. Acesse pelo Google o Site, http://www.pernambuco news blog.com.br .

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    • Adilson Barbosa Junior Says:

      Olá Sr. José Benigno. O marinheiro Adilson Barbosa que cita em sua narrativa acredito ser o meu finado pai. Ele era de Limoeiro PE e nunca tinha ouvido histórias sobre ele, afinal de contas, quando ele e minha mãe se separaram eu tinha apenas 5 anos. Muito bom saber que meu pai era cercado de bons amigos.

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  2. Jorge Alves Says:

    Bom dia, Carlos.

    Realmente existe sim essa possibilidade; sujiro que entre no google e digite DPC (Diretoria de Portos e Costa ) e procure ou digite NORMAM. Esta “normam”, lhe
    esclarecerá na íntegra, como um oficial naval, oriundo da Escola Naval, poderá obter uma carta de Oficial Mercante, ok? Peço-lhe desculpas pelo atraso do retorno do pedido da sua informação.

    Forte abraço e sucesso!!!

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  3. Dhimitrio iago Oliveira Says:

    Quanto ganha um Vice Almirante?

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    • Maria Auxiliadora Says:

      Olá pessoal, sou de Manaus-Am, meu objetivo no momento é presentear no dia do aniversario do meu filho, proximo dia 05 de novembro, com as informações do pai dele oficial Carlos Augusto de Alencar neto, e dizer-lhe “parabéns filho, seu pai ainda vive”
      Obrigada por nos ajudar.

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  4. Jorge Alves da silva Says:

    O regime de trabalho hoje nas embarcções de Off Shore é de 1×1, ou seja: 21X21 ou 28×28. A maioria das empresas de navegação cabotagem e longo curso tbm já estão direcionando para este regime de 1 X 1. O salário bruto inícial para os recém formados; 2º oficiais de máquinas ou náutica está na faixa de 10.000,00 reais mais alguns benefícios sociais importantes como: 14º salário, plano de saúde/ odontológico, vale alimentação, auxílio escolar, passagem aérea, participação nos lucros da empresa, etc…

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    • Carlos Says:

      Bom día Jorge,
      Vivo em Barcelona e trabalho em uma empresa de Engenharia solida e multinacional. Me formei pela Escola Naval do Brasil e estive embarcado de 1995 até 2001 cuando vim morar na España. Con a crisi e vendo que no Brasil tem muita oportunidade no OFFshore eu gostaria de voltar a trabalhar no mar. Meu irmao já trabalha faz 3 anos en DOF-SUBSEA e me anima a voltar pro setor. Queria tua opiniao sobre como deveria eu tomar este caminho. me refiro a como tenho que convalidar a formaçao da Escola Naval para navegar internacionalmente. Sou formado em maquinas navais. grande abraço. Carlos

      Resposta

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