Pernambuco bate a Bahia em crescimento

02/06/2010

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Economia pernambucana cresceu mais que a da Bahia nesta década, com exceção dos anos 2004 e 2005. Grandes projetos anunciados para o Estado são responsáveis pelo desenvolvimento acelerado

A primeira década do século 21 deu cara nova a uma das maiores disputas regionais do País. Entre 2000 e 2009 – exceto os anos de 2004 e 2005 – o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco cresceu mais que o da Bahia. Impulsionada pela chegada de novos investimentos industriais e de empreendimentos considerados estruturadores (estaleiro, refinaria e petroquímica), a economia pernambucana está em um ritmo de desenvolvimento bem mais acelerado, especialmente nos últimos quatro anos. Os baianos continuam maiores e mais diversificados economicamente. Só que de acordo com a análise de economistas, a tendência é que nos próximos dez anos, Pernambuco mantenha vantagem na briga de qual o Estado que cresce mais.

A explicação para essa expectativa positiva reside no fato de muitos dos empreendimentos anunciados ainda estarem em fase de implantação. Ou seja, todo o crescimento experimentado de 2006 a 2009 (que foi o mais acentuado na década, ver quadro ao lado) não computou o petróleo que será processado na Refinaria Abreu e Lima, os produtos que sairão da Petroquímica e até mesmo os navios do Estaleiro Atlântico Sul. Sem falar que, a chegada de novas empresas atrai e continuará atraindo mais negócios para Pernambuco.

“Até pouco tempo atrás o Estado dependia quase que totalmente do setor sucroalcooleiro. O que está acontecendo agora é uma reestruturação econômica, agregando valor aos produtos fabricados dentro do Estado e, consequentemente, gerando mais riquezas. O crescimento de Pernambuco é maior, inclusive, que o do País”, comenta a coordenadora das contas regionais da Agência Condepe/Fidem, Cláudia Pereira. Atualmente, os maiores responsáveis pelo incremento econômico pernambucano são os setores da construção civil, de prestação de serviços, a pecuária e o agronegócio sucroalcooleiro.

O economista Sérgio Buarque explica ainda que é preciso levar em conta o fato de a economia pernambucana ser menor que a baiana. Por isso, a chegada de novos investimentos a partir de 2006 – que juntos totalizam quase R$ 40 bilhões, segundo seus cálculos – provocou uma alta muito mais significativa no PIB de Pernambuco do que provocaria no conjunto de riquezas geradas pela Bahia. “A capacidade de alavancagem é bem maior. Agora, para que os próximos anos sejam de igual ou maior crescimento econômico é preciso estruturar uma cadeia de fornecedores para as empresas que estão chegando. Pois não irá adiantar produzir aqui, mas ter que adquirir muita coisa na Bahia. Dessa forma, a riqueza vai crescer lá”, alerta. (JC)

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