Estaleiro Promar Ceará: PJMR nega outras propostas

A empresa admite que foi procurada por outros estados, mas espera solução rápida quanto ao terreno no Ceará.

Navio gaseiro

A PJMR, empresa que venceu a licitação da Transpetro para a construção de oito navios gaseiros, aguarda solução rápida para o impasse sobre o terreno do estaleiro Promar Ceará, já que tem sido procurada, mas ainda se nega a receber propostas de estados interessados no empreendimento. Ela admite a possibilidade de construir o equipamento na área da Inace ou até no Pecém, caso o terreno no Titanzinho não seja disponibilizado.

Para isso, o governo do Estado e a prefeitura (de Fortaleza ou de São Gonçalo do Amarante) devem apresentar a área já preparada e abrigada, com aterramento e enrocamento. Na próxima quinta-feira, a prefeita Luizianne Lins receberá, no palácio do Bispo, o sócio da empresa, Paulo Haddad, para dar continuidade à negociação. O governador Cid Gomes deve se encontrar com o empresário posteriormente, em data a ser definida.

Haddad avalia como natural a cobrança da Transpetro em relação ao terreno para construção do empreendimento. Ele reconhece que o prazo está correndo e acredita que no próximo encontro com a prefeita as negociações avancem e que é possível que já saia uma definição quanto à localização.

Paulo Haddad - PJMR

Ontem, ele participou do lançamento ao mar do navio João Cândido, a primeira embarcação fabricada por encomenda do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, Pernambuco. Haddad foi o primeiro presidente do EAS e disse que espera sentir a mesma emoção de ontem daqui há alguns anos, em terras cearenses. “Tinha muita falta de informação na última reunião com a equipe da Prefeitura de Fortaleza. Clareamos tudo e acho que não há mais duvida”, disse. Acredito que o Estado não queira perder o Estaleiro”, emenda. “Assim, tenho certeza que na próxima reunião com a prefeita nós aprofundaremos as negociações e vamos chegar a uma definição sobre o local”, acrescenta.

Sobre o terreno em discussão, o empresário explica: “Eu não bato o pé para que seja no Titanzinho, eu digo que o Ceará não tem vocação natural para ter estaleiro, pelo planejamento da costa, e um dos lugares que têm esta possibilidade é o Titanzinho. Não descobri outra área. Mas eu não conheço o Ceará a fundo, o pessoal que conhece, que vive lá é que tem que dizer. Eu só digo as necessidades que tenho de área de calado e frente e as autoridades localizam essa área para mim. Ele aproveitou para afirmar que o estaleiro no Titanzinho quase não terá impacto em transporte rodoviário. “O modal não será empecilho. Exatamente o contrário. O estaleiro busca ficar próximo a áreas portuárias, pois nosso material chega todo por portos. Ali, seria excelente porque chegaria por dentro do Porto do Mucuripe”.

A praia do Titanzinho é uma pequena bacia artificial próxima ao Porto do Mucuripe

No Atlântico Sul

“Construir o estaleiro aqui em Pernambuco foi um sonho. Muitos disseram que seria impossível, mas buscamos parceiros mais fortes que a PJMR, como Queiroz Galvão e Camargo Correia, além de um parceiro tecnológico importante como a Samsung, inicialmente era estrutura de médio porte e depois a demanda cresceu e ampliamos o estaleiro”, comemora Haddad.

O sócio da PJMR lembra que quando iniciou a construção do EAS, também surgiram empecilhos. “A gente veio fazer aqui e teve o problema de terreno com o pessoal da área. Isso é natural. Mas a questão foi contornada. Queremos fazer igual no Ceará. Lá será de pequeno porte, mas depois surgirão mais demandas e o Promar vai crescer também. Aqui em Pernambuco foi a realização de um sonho e cumprimento de uma missão. Estaleiro completo, geração de empregos e o impacto na área social, que é o mais importante. A próxima missão é no Ceará”, declarou Haddad.

Instalação na Inace e Pecém possíveis

Terminal Portuário do Pecém, região metropolitana de Fortaleza. Foto: Governo do Ceará

Impactos de aterramento e enrocamento recairiam sobre o governo, no caso de ser na Inace ou no Pecém.
O executivo da PJMR, Paulo Haddad, admite a possibilidade de instalar o estaleiro em outras áreas. “É possível na Inace (terreno da Indústria Naval do Ceará, na Praia de Iracema), fazendo obras de investimento lá, aumentando a área porque é pequena. Teria que ser severamente ampliada e vai causar impactos de aterramento e enrocamento. É lógico que é possível. Qualquer área é possível desde que seja abrigada. O problema da costa do Ceará é por ser muito aberta. Qualquer intervenção, coisa que proteja a área, resolve a questão. Porém, essa intervenção inviabiliza financeiramente qualquer projeto. Por isso tem que ser um lugar natural, como o Titanzinho”, avalia. “Mas, o fornecimento da área já pronta para instalação do estaleiro é responsabilidade do governo e da Prefeitura e isso é o que define”, salienta o executivo. Outra hipótese já sugerida é o Promar Ceará sendo integrado ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

“Loucura”

“No Pecém é loucura, mas pode ser. Se acharem que deve ser lá, nós iremos. Mas é uma área muito nobre, com calado de 22 metros, que vai precisar disso para os investimentos que ainda serão feitos, como a Transnordestina. Eu preciso apenas de 10 ou 12, então, eles vão fazer uma ilha para eu habitar? Fazer aterramento e enrocamento num calado de 22 metros?”, questiona Haddad.

Outros estados

Sobre as especulações quanto ao estaleiro não vir a ser construído em território cearense, o executivo assegura que elas não procedem. “Eu não afirmei e nem tenho dito que o Promar não será no Ceará. O que acontece é que os outros estados interessados, por conta dessa pendência, ficam acirrando a disputa, incitando. Mas a PJMR já definiu o investimento no Brasil e como sendo no Ceará. Ele só não será lá se o poder público não quiser”, declara.

Até o momento, segundo Haddad, a PJMR, por conta disso, descarta propostas de outros estados que se mostram interessados em receber o estaleiro para a construção dos gaseiros.

“Praticamente todos os estados costeiros nos procuraram, mas não queremos receber propostas enquanto não finalizarmos o projeto no Ceará”, afirma o sócio da empresa, que, entretanto, adverte: “Mas sempre temos plano B, plano C, D e E”, salienta. (GCN)

Investimentos na indústria naval ajudam a gerar emprego

Ao comentar o lançamento do primeiro navio petroleiro construído no Brasil nos últimos 13 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (10) que investir na indústria naval vai ajudar o país a gerar empregos.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele lembrou que, na década de 70, o Brasil era o segundo país na produção de navios, perdendo apenas para o Japão e com um total de 50 mil trabalhadores no setor. Em 2000, o número de operários caiu para 1.900 e, atualmente, voltou a subir para 45 mil.

“Alguns diziam que, nesse mundo globalizado, o Brasil não deveria produzir navio, deveria comprar da Coréia, da China, porque era mais barato. E nós defendíamos a idéia de que era preciso comprar aqui, primeiro para que a gente não perdesse a nossa tecnologia”, disse, ao destacar a geração de empregos sobretudo na indústria siderúrgica.

O nome do navio – João Cândido – foi dado em homenagem ao marinheiro que liderou a Revolta da Chibata em 1895. Segundo Lula, o petroleiro tem duas vezes e meia o tamanho do Maracanã, no Rio de Janeiro. De acordo com o presidente, outros dois navios já foram projetados – Celso Furtado, em homenagem ao economista brasileiro, e Zumbi dos Palmares.

“Temos muito estaleiro. Temos estaleiro no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Rio Grande, no Rio Grande do Sul, estamos fazendo estaleiro na Bahia, no Ceará e vamos fazer estaleiro onde for necessário porque, com isso, o Brasil ganha muito”, disse. “Nós estamos construindo uma poderosa estrutura para termos uma poderosa indústria naval neste país. Nós queremos ser exportadores de sondas, de plataformas e de navios”, completou.

Dnit desenvolverá programas ambientais nas obras de duplicação da BR-101

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai implantar cerca de 20 programas ambientais em dois trechos da obra de duplicação da BR-101, com o objetivo de reduzir os efeitos dos danos causados pela instalação dos canteiros de obra.

As condicionantes para a realização das obras pretendem beneficiar, além do meio ambiente, a população local. Segundo o coordenador do Dnit, responsável pela área de meio ambiente para a rodovia BR-101, Marco Borba, os 20 programas foram decididos a partir do estudo de impacto ambiental feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Programas buscam compensar impactos ambientais da duplicação

A duplicação dos dois trechos A BR-101 se estende por 649 quilômetros, ligando o município pernambucano de Palmares até o entrocamento da rodovia com a BR-324, em Conceição do Jacuípe, na Bahia, passando pelos estados de Alagoas e Sergipe. A ordem de serviço do lançamento do primeiro trecho da obra foi assinado na última sexta-feira (7), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Recife.

“O Ibama já liberou duas licenças de instalação de canteiro de obras, impondo realização de execução de, aproximadamente, 20 programas ambientais repetidos nos dois trechos. Assim como as condicionantes preveem ações visando à proteção da flora e da fauna e ao monitoramento de qualidade do ar e da água, desenvolvem também programas de prevenção a queimadas e acidentes com cargas perigosas”, disse Borba à Agência Brasil.

Está prevista também a realocação de populações residentes na faixa de domínio da obra que serão afetadas pelos trabalhos da duplicação. “Por exigência da Fundação Palmares, avaliaremos os impactos diretos e indiretos sobre os quilombolas. Há também ações com o objetivo de proteger as comunidades indígenas, bem como de monitoramento e salvamento de bens arqueológicos”, acrescenta.

“Acreditamos que, em alguns casos, o impacto das obras sobre essas populações poderá ser positivo. Claro que, eventualmente, haverá também impactos negativos. Mas a ideia é compensá-los”, avalia Borba. “O Brasil vive um momento importante no que se refere ao desenvolvimento da área ambiental e lança um novo olhar sobre a questão, obedecendo os preceitos do desenvolvimento sustentável”, disse.

‘Estamos cientes da inevitabilidade do impacto em casos como este. Mas, ao mesmo tempo, pactuamos de um conjunto de medidas mitigadoras e compensadoras que possibilitam amenizar os problemas decorrentes das obras, que devem durar cerca de três anos”, observou.

Cabe, agora, ao Dnit contratar a gestora ambiental que fique responsável por administrar o conjunto de programas referentes às condicionantes ambientais. (Pernambuco.com)

BNDES prevê que país receba R$ 850 bilhões em investimentos até 2014

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (10) que o Brasil deve receber cerca de R$ 850 bilhões em investimentos entre 2011 e 2014, segundo um estudo desenvolvido pelo banco.

“Isso mostra uma recuperação nas exportações brasileiras. Há um aumento dos investimentos tanto na indústria, quanto na infraestrutura. O volume quadrienal [no período a cada quatro anos], hoje, já supera o volume de investimentos pré-crise”.

Coutinho disse que a tendência é de que os investimentos cresçam 10% ao ano nos próximos quatro anos. Ele deu ênfase aos setores petrolífero, ferroviário e rodoviário. O estudo completo ainda vai ser divulgado pelo BNDES.

O presidente da instituição considerou que a crise na Europa pode vir a ser positiva para o Brasil. “Isso pode frear um pouco a expectativa de crescimento do país, que estava muito aquecida. Muitos já falam de crescimento acima de 6%”.

Segundo ele, os investimentos anunciados pelos países europeus neste fim de semana, para aplacar a crise, vão equilibrar a situação na região.

Mata Sul de PE recebe investimento de R$ 40 mi

JAMILLE COELHO

A partir de 2011, os pernambucanos contarão com mais uma fonte de geração de energia que já está sendo instalada entre os municípios de Ribeirão e Joaquim Nabuco, na Mata Sul do Estado. Com investimento de R$ 40 milhões, a Atiaia Energia, empresa do Grupo Cornélio Brennand, está construindo, desde abril, a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Pedra Furada, que utilizará a água do Rio Serinhaém. De acordo com o diretor de obras da empresa, Paulo Briese, a planta da central ocupará uma área de dois hectares e o reservatório, 40 hectares. A PCH terá uma potência instalada de 6,50 MW e capacidade para abastecer uma cidade com 25 mil habitantes.

PCH Porto da Pedra, Mato Grosso do Sul

Segundo Briese, durante a construção, serão gerados cerca de 300 empregos diretos e 800 indiretos, proporcionando desenvolvimento sustentável para toda a região. “Nossa ideia é dar prioridade à mão de obra da região. Estamos participando do Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Sustentável e a Geração de Emprego e Renda do Município de Ribeirão, o PIDEGER. Com ele, veremos de perto a cidade crescer, oferecendo emprego e oportunidade para melhoria da qualidade de vida da população”, explicou.

A energia gerada, segundo o diretor de obras, será comercializada para a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e para Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). “Negociamos produzir, para estas empresas, 3,5MW. E o restante pode ser vendido através de leilão”, contou. A Atiaia Energia possui cinco outras PCHs no País, localizadas no Mato Grosso (Garganta da Jararaca, Canoa Quebrada e Paranatinga II) e no Mato Grosso do Sul (Buriti e Porto das Pedras), todas em funcionamento e, somadas, possuem capacidade de abastecer uma cidade com 500 mil habitantes. (Fonte: Folha de PE)

Informalidade ainda é grande em PE

Com programa Empreendedor Individual, Sebrae tem meta de 55 mil formais

AMANDA NÓBREGA

Desde fevereiro deste ano, quando o programa Empreendedor Individual (EI) entrou no ar no Estado, 3.921 pequenos empresários pernambucanos se formalizaram. O número está abaixo da meta estipulada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que prevê 55 mil formais em Pernambuco. Mesmo com toda a cobertura previdenciária oferecida pelo EI, alguns trabalhadores preferem continuar na informalidade. Entre as justificativas para adiar a formalização, estão os impostos a pagar e a falta de informação. Segundo a última pesquisa realizada Sebrae, em 2003, Pernambuco respondia por 5,5% de toda a informalidade do País.

De acordo com a Federação das Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco (Femicro/PE), o Estado concentra 667 mil trabalhadores informais, enquanto que, no Brasil, o número ultrapassa os dez milhões. Para o presidente da Femicro/PE, José Tarcísio, o ritmo de adesão dos trabalhadores informais é lento. “Com ampla divulgação por parte das prefeituras de cada município essa realidade vai mudar no futuro”, respaldou.

Para o aposentado José Augusto do Nascimento, o comércio informal é um complemento para a renda familiar. “Se eu me regulamentar, o pouco que eu faturo vai embora com os impostos. Como sou idoso gasto muito com despesas médicas e não posso ficar pagando outras coisas por fora”, disse. Hoje, o trabalhador recebe um salário mínimo como aposentadoria e fatura com o comércio cerca de R$ 500. Por outro lado, Márcio José Pereira acredita que a falta de informação dificulta a formalidade. “Eu realmente não sei direito como a formalização do meu negócio será benéfico”, disse. Pereira tem um estande onde vende panelas e fatura, em média, R$ 4 mil por mês.

Sebrae-PE tem meta de 55 mil formais

A Lei Suplementar 128/2008, que criou o EI, tem como objetivo tirar os trabalhadores da informalidade. O projeto deve beneficiar cerca de 10,3 bilhões de negócios informais. De acordo com dados do Sebrae, 550 mil pequenas empresas ainda são informais, dos quais, 10% com previsão de serem formalizadas no País. O empreendedor pode aderir ao EI de forma gratuita. Ele fará o recolhimento dos impostos e contribuições em valores fixos mensais, independente da receita bruta do mês.

“Nossa meta é formalizar um milhão de empreendedores no Brasil. Até o momento, 206 mil trabalhadores foram regulamentados, o que corresponde a 20% do total”, comentou o analista de Políticas Públicas do Sebrae/PE, Leonardo Carolino. Para ele, a informalidade prejudica o comerciante. “Ela não é boa para ninguém, o empreendedor fica com medo de crescer e isso reflete na sociedade”, reforçou. (Fonte: Folha de PE)