Indústria mantém alto o índice de confiança na economia, mostra pesquisa

Brasília – O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) em fevereiro ficou em 67,8 pontos, menos 0,9 ponto se comparado ao do mês passado (68,7), segundo a pesquisa mensal realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para a instituição, o índice ainda é elevado, já que permanece 9,2 pontos acima da média histórica. “O recuo no mês aparenta ser um movimento natural do indicador, pois janeiro tende a ser mais elevado devido ao otimismo do início do ano”, informa nota divulgada pela CNI.

A pesquisa mostra também que os empresários da construção civil continuam mais confiantes do que os da indústria extrativa e de transformação.

Dos 27 setores da indústria de transformação consultados, 21 registraram queda na confiança, na comparação com janeiro. Mesmo assim, “todos registraram confiança”, com o índice superior a 60 pontos. A exceção foi o setor de madeira, com índice de 54,2 pontos.

Entre os executivos das empresas, os de médio porte foram os que demonstraram menos confiança. Em janeiro, o índice havia sido de 68,7 pontos e passou para 66,6 pontos agora. No caso das empresas de pequeno (66,1) e grande (69,9) portes, a pesquisa mostra que os índices ficaram praticamente estáveis. (Agência Brasil)

PE-60 será duplicada até Porto

Um alargamento de quatro quilômetros do trecho em Suape deve ficar pronto até outubro, o que vai facilitar o acesso ao Litoral Sul de Pernambuco

Os engarrafamentos nas vias de acesso às praias do Litoral Sul do Estado, nos feriados prolongados, serão minimizados pela duplicação da rodovia PE-60, no trecho que vai da entrada de Suape ao acesso a Porto de Galinhas. O Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que apresenta as considerações do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto, já está disponível para consulta no portal da Agência Estadual de Meio Ambiente (http://www.cprh.pe.gov.br). A segunda etapa das obras corresponde ao restante da pista até a entrada de Barra de Sirinhaém, e aguarda aprovação do governador Eduardo Campos.

Quadro publicado no Jorbal do Commercio

O empreendimento foi proposto pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) e pela administração do Porto de Suape. Os custos chegam a R$ 93 milhões. O alargamento de quatro quilômetros do trecho correspondente a Suape está em curso e deve ficar pronto até outubro, segundo o diretor de Engenharia e Meio Ambiente do Porto de Suape, Ricardo Padilha.

Para o início das obras até a entrada de Porto de Galinhas, o EIA/Rima deve ser aprovado pela CPRH após audiência pública, em data a ser definida. “A audiência é um dos processos para o licenciamento da obra. Nela, são apresentados à população todos os passos pertinentes às obras e aos possíveis impactos ambientais”, ressaltou o diretor presidente da Agência Ambiental, Hélio Gurgel. A duplicação já foi licitada e aguarda a ordem de serviço.

O lado da PE-60 a ser alargado será alternado de acordo com as restrições existentes em cada margem, como a presença de indústrias, comunidades e fragmentos de mata. Serão construídos viadutos em três pontos da pista: na entrada de Suape, no trevo da Pedreira Anhaguera e no acesso a Porto de Galinhas, além de retornos nos dois sentidos da estrada.

A rodovia tem dupla função: facilitar o acesso ao Litoral Sul pernambucano e servir como eixo de ligação do Porto de Suape com o restante da malha rodoviária do Estado e do País. De acordo com dados do DER, circulam diariamente na rodovia uma média de 30 mil veículos. “As obras vão beneficiar o acesso às praias e ao Estado de Alagoas, fortalecendo o turismo da região”, disse o secretário-executivo de Transportes, Antônio Cavalcanti Júnior.

DESAPROPRIAÇÃO

Até a entrada de Porto de Galinhas, na PE-38, serão retirados 161 imóveis, a maioria está nas terras das usinas de Suape, Ipojuca e Salgado. As principais comunidades afetadas são Alto Belo Vista (ocupada futuramente pelo viaduto de Porto de Galinhas) que terá 90 imóveis desapropriados, o Centro de Ipojuca, com 28 residências, e Nova Califórnia, com 10 imóveis retirados. (Jornal do Commercio)

PORTO DO RECIFE – Êxito Import fecha contrato de um ano

O Porto do Recife fechou um contrato de 12 meses com a empresa pernambucana Êxito Import para receber grandes navios trazendo máquinas pesadas da China. Como as operações implicam em um volume significativo de cargas – o cargueiro Grand Diamond, fretado pela Êxito e um grupo paulista, que atracou há duas semanas, se tornou o maior da história a chegar no ancoradouro recifense, trazendo mais de 1.200 toneladas – a negociação foi comemorada pela direção do Porto do Recife como uma “retomada das operações portuárias de maior porte”. O próximo navio, trazendo 156 equipamentos para uso na construção civil, chega em abril.

Atualmente estão estacionadas 40 máquinas no pátio do Armazém 5. Quinze delas estão vendidas, conforme adiantou o sócio-diretor da empresa José Romero Dias Gomes. A escolha pelo Porto do Recife se deu por uma série de questões, desde logísticas a preço. A partir do segundo carregamento, por exemplo, serão praticados descontos em algumas tarifas portuárias. Antes, a Êxito, representante nacional da marca chinesa XCMG, trazia suas máquinas para o Brasil pelo Porto de Santos, em São Paulo, e de lá fazia a distribuição por oito estados brasileiros. Como a maioria era do Nordeste, o Porto do Recife se tornou uma opção mais próxima e portanto menos onerosa.

“Para trazer as máquinas de São Paulo os custos envolvidos variavam de R$ 30 mil a R$ 40 mil”, comenta Dias Gomes. Outro ponto que contou a favor na escolha pelo Porto do Recife foi a sua ociosidade. A empresa encontrou áreas livres que permitiam manter os equipamentos parados, enquanto são negociados. Os guindastes, escavadeiras e motoniveladoras importados pela Êxito são vendidos para locadores desse tipo de equipamentos e são utilizados nas grandes sobras públicas em curso como Transnordestina e Transposição, além de serem empregados na construção e manutenção de empreendimentos como a Refinaria Abreu e Lima.

“Todos os investimentos na região Nordeste demandam essas máquinas que têm faltado no mercado”, explica Dias Gomes. O presidente do Porto do Recife, Sileno Guedes, adiantou que depois da atracação do Grand Diamond, houve procura por outros grupos empresariais do setor de importação de materiais para construção civil para utilizar o ancoradouro. “O Porto estava até então desconhecido para esse público ou desacreditado”, comentou. (Jornal do Commercio)

Divisão dos royalties do pré-sal anima prefeituras

Em Pernambuco, valor recebido pelos municípios passaria de R$ 31,9 milhões para R$ 283 milhões, caso a proposta de divisão dos royalties seja aprovada. Só o Recife receberia R$ 32,2 milhões a mais

Giovanni Sandes

gsandes@jc.com.br

As mudanças na distribuição dos royalties de petróleo estão animando os admistradores públicos. Só o Recife, por exemplo, receberia R$ 36,6 milhões no lugar de R$ 4,4 milhões. Pernambuco, com a mesma mudança, teria um aumento de R$ 102,6 milhões para R$ 317,2 milhões. Esses e outros números foram calculados por técnicos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com base na chamada emenda 387 do Pré-sal, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para redistribuir os royalties e participações especiais da exploração de petróleo. A PEC será discutida hoje na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), com a participação de um de seus autores, o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro (PMDB).

Devido à complexidade dos cálculos, os técnicos da CNM utilizaram dados dos royalties relativos a 2008 e simularam as mudanças que seriam provocadas pela emenda 387, se aplicada àquela mesma base. Os números foram divulgados esta semana pela Confederação.

De uma forma geral, em 2008 os royalties e participações especiais chegaram a R$ 22,8 bilhões, sendo que apenas R$ 5,9 bilhões foram destinados às prefeituras. Só que, segundo a CNM, apenas R$ 855 milhões chegaram efetivamente às gestões municipais, através de um fundo especial que obedece às mesmas regras do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Quadro publicado originalmente no Jornal do Commercio

A PEC prevê que sejam resguardados apenas royalties e participações especiais do petróleo produzido em terra. Quanto ao restante, metade seria para os Estados, via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e os outros 50% para os municípios, via FPM.

Com isso, uma primeira mudança é que o bolo dos municípios subiria para R$ 6,6 bilhões. Só que 5.365 teriam aumentos nas receitas do petróleo, enquanto apenas 197 perderiam recursos. Entre os Estados, os únicos a perder seriam Espírito Santo, Rio de Janeiro e Sergipe. Minas Gerais e São Paulo, por outro lado, teriam os maiores aumentos do Brasil, respectivamente de R$ 729 milhões e R$ 563 milhões.

Especificamente no caso das prefeituras pernambucanas, todas somadas teriam um aumento de R$ 31,9 milhões para R$ 283 milhões. Além do Recife, teriam ganhos de destaque as cidades de Caruaru, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina, as quatro com alta de R$ 6,1 milhões nas receitas, e Garanhuns, com R$ 3 milhões a mais.

Apenas nove das prefeituras do Estado, ao final, acumulariam perdas. São os seguintes valores e municípios: queda de R$ 762 mil no Cabo de Santo Agostinho, de R$ 3,7 milhões em Camaragibe, de R$ 4,5 milhões em Goiana, de R$ 5,7 milhões em Itambé, de R$ 6 milhões em Itaquitinga, de R$ 5,8 milhões em Moreno, de R$ 762 mil em Paulista, de R$ 5,1 milhões em São Lourenço da Mata e de R$ 3,8 milhões em Vitória de Santo Antão.

Para o debate sobre a emenda, além de Ibsen Pinheiro, virão os deputados piauienses Marcelo Castro (PMDB) e Júlio César (DEM).

A CNM ainda pretende mobilizar as prefeituras para, no próximo dia 10, fazer uma mobilização em Brasília em favor da partilha dos royalties do pré-sal. (Jornal do Commercio)

Planseq // PE garante seis mil pessoas capacitadas

AUGUSTO LEITE

A intenção é formar pessoas para carpinteiro, armador, encarregado civil e pedreiro de acabamento.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vai lançar na próxima semana, no Diário Oficial da União, o processo licitatório para o Plano Setorial de Qualificação (Planseq), que deveria ter sido concluído no ano passado. Para Pernambuco serão seis mil capacitações, duas mil a mais do que o previsto. Os gastos aproximados serão de R$ 4,5 milhões, verba do Governo Federal. A intenção é formar pessoas para carpinteiro, armador, encarregado civil e pedreiro de acabamento. A mão de obra vai ser fortemente destinada à Refinaria Abreu e Lima, além de outros empreendimentos do Complexo Portuário Industrial de Suape.

O secretário estadual de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, esteve anteontem, em Brasília, com o secretário de Políticas Públicas do MTE, Ezequiel Nascimento, quando foi pleiteado o aumento de vagas para o Planseq. “A demanda vai crescer porque teremos outro estaleiro. Toda a licitação deve ser concluída em 30 dias e, até junho, teremos seis mil formados”, garantiu Mendes. Para acelerar a liberação da verba, o governador Eduardo Campos chegou a enviar uma carta ao MTE, que também recebeu comunicados positivos da Petrobras e do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

Caso o novo edital do Planseq siga o que foi determinado anteriormente, os candidatos terão que ter 18 anos e Ensino Fundamental completo. Não será exigida experiência e quem possuir dependentes terá prioridade. “Essa é uma demanda do Governo do Estado e da Refinaria porque não há mão de obra para algumas funções”, apontou a gerente geral da Agência do Trabalho em Pernambuco, Angela Mochel. A capacitação será ofertada para Escada, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. Hoje, Mendes comunicará a novidade para o Comitê de Empregabilidade. (Folha de Pernambuco)

ApexBrasil inaugura, na FIEPE, primeiro escritório no Estado

Pernambuco para exportação. Esse foi o refrão de um coro entoado por muitos, durante a inauguração da primeira unidade de atendimento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), no estado. O escritório fará parte de uma cadeia que já congrega outras 10 Unidades da ApexBrasil pelo país (RS, SC, PR, MG, CE, GO, AM, SP e MS), abre suas portas para que empresários de Pernambuco possam definitivamente alcançar o mercado externo com um alto nível de competitividade e eficiência.

Participaram da solenidade de lançamento no auditório térreo da Federação, o presidente da FIEPE, Jorge Côrte Real, o gerente-geral de negócios da Apex, Sergio Costa, a analista da Unidade de Comércio Exterior da CNI, Sarah Saldanha e o prefeito da cidade do Recife, João da Costa.

A unidade que ficará lotada na estrutura do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Pernambuco, conta com serviços que vão desde estudos de mercado e oportunidades de negócios, até a capacitação e consultoria, principalmente para micro e pequenas empresas, que consistem em 70% dos atendimentos realizados pela Apex em todo o Brasil. (Fonte: Site da FIEPE)