Obra em Suape entra em nova etapa

Depois de sucessivos atrasos no processo de licitação, o acesso rodoferroviário de Suape entra em uma nova etapa. Nota publicada no Diário Oficial de ontem informa sobre as empresas escolhidas para participar da abertura de preços visando a execução da obra (11 de janeiro), que inclui terraplanagem, pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação, além de intervenções complementares. Avaliado em R$ 89,12 milhões, o projeto será disputado pela Imobiliária Rocha LTDA, Construtora Ancar LTDA, Construtora Celi LTDA e Construtora Venâncio LTDA.

O empreendimento é de extrema importância para assegurar o acesso à Ilha de Tatuoca – que conta com 5,8 milhões de metros quadrados, no Porto Interno de Suape. É através do acesso que haverá um melhor funcionamento do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e da PetroquímicaSuape, garantindo inclusive maior celeridade para a construção de navios.


A rodoferrovia possuirá 12,7 quilômetros de extensão, com um viaduto e uma alça de retorno do polo, começando na estrada que dá acesso a Gaibu (PE-28) e chegando na ilha. Apesar de uma projeção para início das obras ainda no mês de agosto, o prazo de inauguração foi alterado para julho de 2010 devido a constantes atrasos nos procedimentos da concorrência.


RECEITA


O Porto de Suape, sob direção do seu presidente e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, assinou ontem um contrato com a Receita Federal, através do seu superintendente Regional em Pernambuco, Luiz Fernando Nunes. O acordo confere, gratuitamente e por tempo indeterminado, à Receita Federal 500 mil metros no porto organizado para as novas instalações da alfândega. A previsão da Receita é de que a construção dessas instalações seja iniciada já em 2010.

Balanço da SDS registra queda de criminalidade no Estado em 2009

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS/PE) divulgou, nesta quarta-feira (30), o balanço do ano de 2009, com números referentes à criminalidade e investimentos na área de segurança pública.

O Estado registrou 4.645 assassinatos em 2009, o que representa uma queda de 12,9% em relação ao ano de 2008. A meta para 2010 é que essa taxa de redução se repita. Para isso, a SDS espera ampliar de 78 para 87 os focos de atuação dos policiais, com a realização de várias operações de combate à violência.

Na área de segurança pública foram investidos R$ 95 milhões, distribuídos na compra de armas, carros, aeronaves, melhoria do sistema de tecnologia e comunicação, reformas de delegacias e construção de novas unidades policiais.

Este ano foram formados 3.080 soldados e 50 oficiais da Polícia Militar, 21 oficiais administrativos dos Bombeiros, 525 policiais, entre delegados, agentes e escrivães da Polícia Civil e 99 para a Polícia Criminalística, contando com peritos, auxiliares de perito e auxiliares de legista. Para essas formações, foram gastos R$ 12.730.834,38.

O número de inquéritos encaminhados à Justiça, prisões realizadas em operações ao longo do ano e quantidade de armas apreendidas também aumentou. As 18 operações desencadeadas pelas polícias Civil e Militar levaram à prisão 291 criminosos e o número de armas apreendidas foi de 6.217, superando as 5.559 do ano passado.

“Podemos fazer um balanço positivo, principalmente em relação as metas. O Recife terminou saindo da relação daquelas capitais mais violenta do Brasil. Os investimentos para o ano que vem, para pessoal, são para novos servidores. Vamos fazer novos concursos, para que a gente possa ter uma renovação maior”, disse o secretário de Defesa Social, Servilho Paiva (foto). (PE 360 Graus)

UFPE firma convênio para plano com Complexo Portuário de SUAPE

Para o governador Eduardo Campos, a série de medidas adotadas deve mudar a matriz econômica do Estado

O Complexo Industrial Portuário de Suape firmou um convênio com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para a elaboração de um plano estratégico para o terminal marítimo. Os estudos serão concluídos em oito meses e terão a função de indicar como deve ser a atuação do programa de atração de empresas. Entre os pontos a serem levantados estão o mapeamento que permeiam as atividades petroleiras e seus serviços. As propostas deverão conter de projetos de financiamentos a alterações na estrutura fiscal.

“Precisamos agregar valor para que todos os atores possam fazer parte desse processo. Para isso, devemos usar o empreendedorismo como mola propulsora. Vamos mapear a estrutura industrial e de serviços, apesar de a Fiepe (Federação das Indústrias de Pernambuco) ter pesquisas sobre a cadeia”, disse o reitor da UFPE, Amaro Lins. O Porto já assegurou R$ 946,6 milhões em investimentos para 2010, teto acima do dobro do que foi alocado este ano. Os recursos próprios são na ordem de R$ 136 milhões.

Para o governador Eduardo Campos, a série de medidas adotadas deve mudar a matriz econômica do Estado. O foco agora é na inovação. “Isso não é uma previsão. É uma necessidade. A indústria nacional estava destruída e foi recuperada”, afirmou Campos.

Ele ainda fez um paralelo com as discussões envolvendo os royalties do pré-sal e apontou que Pernambuco “não pode entrar nesse jogo com vulnerabilidade social”. “Da mesma forma que fizemos esse debate, precisamos discutir o Suape Global para que possamos fazer com que os resultados obtidos no Porto sejam distribuídos de forma igualitária”, elencou. (Folha de Pernambuco)

R$ 2,6 bilhões para financiar navios

Hoje, de acordo com Bellelis, 3.200 pessoas estão trabalhando diretamente no estaleiro
 
Em meio ao clima de otimismo relacionado ao desenvolvimento do Complexo Portuário de Suape, mais uma notícia mostrou a boa situação do Estaleiro Atlântico Sul na indústria naval brasileira. O Fundo da Marinha Mercante aprovou o financiamento de R$ 2,6 bilhões para a construção de sete novos navios para uso da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte do petróleo e seus derivados. As embarcações começarão a ser construídas a partir de 2012, e os recursos deverão ser liberados à medida que as etapas das obras forem cumpridas.

Os sete petroleiros (quatro modelos Suezmax e três modelos Aframax) que serão fabricados pelo EAS correspondem à segunda etapa do Programa de Modernização e Expansão da Frota, um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Ao todo, essa frota custará R$ 2,9 milhões.


Os 15 primeiros navios assegurados pela primeira etapa já estão em produção no estaleiro. A perspectiva, de acordo com 
Ângelo Bellelis, presidente do EAS, é concluir o primeiro ainda no primeiro semestre de 2010. Os demais serão entregues à Petrobras em intervalos de aproximadamente três meses. Em toda essa etapa, estão sendo investidos R$ 4,1 bilhões.

Hoje, de acordo com Bellelis, 3.200 pessoas estão trabalhando diretamente no estaleiro. A empresa emprega ainda outros 4.000 trabalhadores, na construção de suas dependências, em um terreno de 1,6 milhão de metros quadrados. A capacidade de processamento do local é de 160 mil toneladas de aço por ano. (Diário de Pernambuco)

Liberados R$ 2,9 bi para construção de sete navios

O Fundo de Marinha Mercante aprovou a liberação dos recursos para a construção dos sete navios da Transpetro, parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) II. A verba corresponde a R$ 2,9 bilhões e será destinada à fabricação de quatro modelos Suezmax e três Aframax. A primeira das quinze embarcações no Promef I, que somam investimentos de R$ 4,1 bilhões, deve ser entregue no primeiro semestre do próximo ano, segundo informou o presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Angelo Bellelis. A previsão é de que um segundo navio fique pronto até o final de 2010. Já o EAS pode estar totalmente concluído em março.

No Rio de Janeiro, a Petrobras assinou três contratos para a construção de embarcações para afretamento por período (Tmie Charter Party) com Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs). A contratação inicial é para nove navios que devem entrar em operação entre 2011 e 2014. O número pode duplicar. A ação pretende reduzir a dependência do mercado externo de fretes marítimos e gerar empregos, com referência em parâmetros internacionais de custos e qualidade. 


São três navios para transporte de bunker (combustível marítimo) de aproximadamente 4.500 TPB (Toneladas de Porte Bruto), outros três também para transporte de bunker, de cerca de 2.500 TPB, além de três embarcações para transporte de produtos claros, com 45.000 TPB. As informações são da Assessoria de Comunicação do órgão.

FGV: otimismo de empresários atinge nível recorde

Setor que pretende contratar mais trabalhadores é o de bens de capital

SÃO PAULO – O otimismo dos empresários da indústria para o início de 2010 atingiu nível recorde, segundo dados da Sondagem da Indústria de Transformação divulgada nesta quarta-feira,30, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Dos itens que compõem a pesquisa, dois alcançaram em dezembro o melhor resultado da série histórica: Situação Futura dos Negócios, com 159,2 pontos, e Produção Prevista , com 144,1 pontos.

Questionados sobre o que esperam da situação de seus negócios para os próximos seis meses, 61,8% dos consultados acreditam que devem ser melhores e apenas 2,6% disseram esperar resultados inferiores. A média histórica do indicador de situação futura é de 137,3 pontos.

No caso da produção prevista para os próximos três meses, 46,9% dos empresários responderam que ela será maior que atual e apenas 2,8% disseram que vão produzir menos. A média para este índice nos últimos dez anos é de 122,6 pontos.

Também com resultado positivo, embora inferior ao da produção e ao da situação futura dos negócios, o item Emprego Previsto atingiu 120 pontos, ante uma média de 108,6 nos últimos dez anos. Para o coordenador técnico de Sondagens Conjunturais da FGV, Jorge Braga, o resultado indica que a indústria está contratando trabalhadores em um ritmo bom, mas que não acompanha a velocidade de crescimento da produção.

O destaque entre os setores que mais pretendem contratar trabalhadores é o de bens de capital, um dos mais atingidos pelos impactos da crise financeira mundial. O dado indica que os investimentos devem começar a ser retomados no início de 2010. (Agência Estado)

Rede de inovação receberá recursos em janeiro

Pedro Diniz
pdiniz@jc.com.br

Inovação não precisa necessariamente estar atrelada a pesquisa e e desenvolvimento. Um modelo de gestão e negócios diferenciado também pode ser o caminho para a mudança. Por acreditar nessa premissa, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Pernambuco (Cedes) propôs ao Governo do Estado a criação da Rede de Inovação de Pernambuco (Ripe). O documento de 13 páginas, entregue e já aprovado pelo governador Eduardo Campos, sugere o desenvolvimento de ações que aumentem a competitividade das cadeias produtivas e ampliem as exportações das empresas locais.

Formulado por um grupo de conselheiros, a proposta inicial é atender a quatro eixos temáticos: TI como suporte para a interiorização do desenvolvimento, suporte às atividades de petróleo e petroquímica, setor farmacoquímico, e nanotecnologia aplicada à indústria têxtil e agronegócio. “Queremos ir além da ciência e tecnologia, mas não aprofundando pesquisas ou centralizando recursos em uma instituição. O objetivo é formar uma rede que entenda os problemas de cada setor e proponha suas soluções. O projeto não é para estudiosos”, explica o gestor das câmaras temáticas do Cedes, Gerson Victor.

Segundo o executivo, não estão definidos os nomes que integrarão o comitê gestor da Ripe, pois apesar de a rede ter sido aprovada pelo governo do Estado, o aporte destinado ao projeto só será definido no próximo mês. “Estimamos um montante necessário no valor de R$ 30 milhões. Porém, nada impede que busquemos apoio do governo federal. Sabemos que existem recursos para esse tipo de proposta”, diz ele. “Redes são estruturas que têm dado mais certo, pois evitam questões de hierarquia. Nelas, os nós são interligados e cada um representa uma força diferente, e única”, diz.

Depois de atender os quatro primeiros eixos temáticos, o Cedes pretende criar novos nós, direcionados ao polo gesseiro, à bovinocultura e à caprinovinocultura. “É inovação para gerar mais e melhores notas fiscais”, como resume um dos conselheiros do Cedes, Sílvio Meira. (Jornal do Commercio)